IBGE informa mudança no processo da expansão da amostra na Pnad Contínua

Agora, o IBGE passará a ponderar as informações também de acordo com sexo e idade Em nota técnica publicada nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que vai aprimorar o processo de expansão da amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, para incluir também a ponderação dos dados por sexo e idade. O objetivo é reduzir possíveis vieses trazidos pelo início da coleta da pesquisa por telefone, desde 2020. Segundo o IBGE, será divulgada uma nova série da pesquisa, com os dados reponderados, quando o processo for concluído.

Numa pesquisa amostral, as perguntas são feitas para um grupo de pessoas, a chamada amostra, e os dados são depois reponderados para refletir a realidade da população como um todo. Hoje, os dados da Pnad Contínua são ponderados pela distribuição geográfica da população no país, ou seja, regiões mais populosas, como as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio, têm mais peso no processo de expansão da amostra para a população. Agora, o IBGE passará a ponderar as informações também de acordo com sexo e idade.

Segundo o instituto, já havia planos de fazer esta mudança na metodologia de expansão da amostra após a realização do Censo Demográfico da década, mas decidiu-se antecipar essa alteração diante das incertezas da pandemia. “Mediante as incertezas trazidas pela pandemia, quanto ao retorno da coleta de dados presencial da Pnad Contínua, decidiu-se antecipar o processo de calibração das estimativas por sexo e idade, minimizando os efeitos dessas características nos resultados, ajustando os pesos amostrais”, diz o texto publicado no site do IBGE por sua Diretoria de Pesquisas.

O texto esclarece que os resultados dos estudos que vêm sendo realizados para avaliar o impacto da coleta por telefone nos indicadores – que provocou diminuição da taxa de resposta total da pesquisa – ficaram dentro do intervalo de confiança esperado para a maioria das situações. Nos demais casos, em que ainda se estuda a influência de algumas características, decidiu-se por não mais divulgar alguns níveis de desagregação dos indicadores, como já vem ocorrendo desde 2020.

Uma das questões que estão sendo avaliadas pelo IBGE é um possível viés de disponibilidade na coleta por telefone, ou seja, maior concentração entre os respondentes da pesquisa de pessoas com determinado perfil. Por isso, a decisão de reduzir essa possível influência ao ponderar os dados da amostra também por sexo e idade.

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