Café: Após altas recentes, Bolsa de Nova York realiza ajustes nesta 4ª feira e também tem pressão do câmbio

Após registrarem leve alta pela manhã e subirem forte nos últimos dias, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) viraram nesta tarde de quarta-feira (19) e exibem perdas próximas de 20 pontos. Assim, o mercado encerra uma sequência de três altas seguidas, mas os principais vencimentos seguem acima do patamar de US$ 1,45 por libra-peso.

Por volta das 12h06 (horário de Brasília), o contrato maio/17 registrava 142,55 cents/lb com queda de 35 pontos, o julho/17, referência de mercado, estava cotado a 145,35 cents/lb com baixa de 20 pontos. Já o vencimento setembro/17 caía 15 pontos, a 147,70 cents/lb, e o dezembro/17, mais distante, tinha perdas de 25 pontos e estava sendo negociado a 151,05 cents/lb.

O mercado do arábica na ICE realiza ajustes técnicos nesta tarde de quarta depois que os vencimentos mais distantes se aproximaram do patamar de US$ 1,50/lb. O câmbio também contribui para as perdas nas cotações da variedade. Às 10h26, o dólar comercial avançava 0,30%, cotado a R$ 3,1228 na venda. A divisa mais alta em relação ao real tende a dar maior competitividade às exportações da commodity.

Nas últimas sessões, o mercado do arábica teve suporte das informações sobre a produção de café no Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo. A importadora de café Wolthers Douque fez uma rota por lavouras de café do Brasil e várias cooperativas e concluiu que a produção coloca o mercado em uma situação delicada, em cerca de 48 a 49 milhões de sacas.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) elevou nesta quarta-feira os preços mínimos do café arábica e conilon para o período entre abril de 2017 e março de 2018. O arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, teve o preço mínimo reajustado para R$ 333,03 a saca para a safra 2017/18, ante R$ 330,24. Já robusta (conilon) tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima, saiu de R$ 208,19 a saca para R$ 223,59.

No Brasil, por volta das 09h43, o tipo 6 duro era negociado a R$ 485,00 a saca de 60 kg em Patrocínio (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 470,00 a saca e em Espírito Santo do Pinhal (SP) estava sendo cotado a R$ 470,00 a saca. Os negócios seguem lentos nas praças de comercialização do país.

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