ABPA defende ampliação do status de livre de aftosa sem vacinação no Brasil

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), principal entidade representativa dos setores das carnes suína e avícola no país, anunciou na quarta-feira (6) que vai defender a ampliação do reconhecimento internacional de “zona livre de aftosa sem vacinação” em bovinos para outros estados do país, além de Santa Catarina – único estado a já deter este status.

A erradicação dessa doença em bovinos favorece diretamente as exportações brasileiras de carne suína, uma vez que ambos os animais são suscetíveis à febre aftosa, e o reconhecimento internacional de livre da doença sem vacinação favorece as negociações comerciais envolvendo as duas carnes. A pauta será levada pelo presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, a Punta del Este, no Uruguai, a partir desta quinta-feira (7), onde ocorre encontro da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa).

Paralelamente ao evento, o dirigente da ABPA se reunirá com o presidente da Comissão Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nas Américas, Guilherme Marques, que também é diretor de saúde animal no Ministério da Agricultura do Brasil, além de autoridades sanitárias pan-americanas e representações da Secretaria de Agricultura e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

“Determinados mercados, como Japão, concentram suas compras em Santa Catarina, exatamente por ser o único do país com esse reconhecimento. O fato de usarmos o status ‘com vacinação’ para os outros estados impacta na consolidação de novos mercados para os exportadores de carne suína. No caso da Coreia do Sul e do México, cuja negociação para a abertura está em estágio avançado, somente se cogita importar produtos vindos do território catarinense.

Por isso, queremos expandir esse conceito para os outros estados produtores, o que contribuirá para a ampliação de nossas exportações”, explicou Turra antes da reunião no Uruguai, em nota à imprensa. Em sua 43ª edição, o encontro da Cosalfa analisará a conjuntura atual e os desafios para o cumprimento do Plano de Ação 2011-2020, estabelecido pela comissão, com atenção especial aos territórios que ainda não contam com situação sanitária reconhecida.

Fonte: CarneTec

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