União Europeia está pronta para negociar importação de carne bovina dos EUA


Carne bovina ficou de fora de acordo histórico feito entre as duas potências para evitar tensões comerciais. Acordo para aumentar as importações de carne dos Estados Unidos afetaria a balança comercial
Rede Globo/Reprodução
Os países da União Europeia estão prestes a iniciar negociações com os Estados Unidos para permitir mais entrada de carne bovina norte-americana no bloco, o que pode ser uma grande medida para aliviar as tensões comerciais transatlânticas.
A Comissão Europeia solicitou a aprovação de seus 28 países membros no início de setembro para abrir negociações com Washington.
Especialistas em comércio já deram seu apoio, embaixadores fornecerão autorização na quarta-feira (10) e o processo de aprovação está programado para ser concluído na próxima semana, segundo diplomatas da UE.
Carne fora de acordo
A questão da carne bovina está oficialmente separada de um pacto feito entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em julho, para tentar aliviar as tensões comerciais.
Trump prometeu reduzir o déficit comercial de US$ 151 bilhões dos Estados Unidos com a União Europeia.
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No entanto, um acordo para aumentar as importações de carne dos Estados Unidos afetaria a balança comercial, assim como agradaria a base eleitora de Trump, composta por agricultores e comunidades rurais dos EUA, que foram atingidos pela guerra comercial com a China.
Um acordo negociado sobre a carne bovina resolveria uma disputa que remonta a 1981, quando a União Europeia proibiu o uso de hormônios de crescimento na carne em todo o bloco, incluindo as importações.
A UE e os EUA acabaram por concluir um acordo em 2009 para conceder uma cota para as importações de carne sem hormônios, que atualmente é de 45 mil toneladas. No entanto, de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio, a cota também deveria ser disponibilizada a fornecedores não americanos.

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