Trump critica Fed por 'ainda considerar' uma elevação dos juros

BC dos EUA pode elevar taxa de juros mais uma vez nos próximos dias. Presidente critica a medida por enfraquecer o ritmo de crescimento da economia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou mais uma vez o Federal Reserve – o Banco Central do país – nesta segunda-feira (17) por seu ciclo de elevações de juros, dias antes da reunião do banco central em que a expectativa é que a autoridade monetária faça mais um aumento na taxa de juros, de acordo com a Reuters.
“É incrível que, com um dólar bem forte e praticamente nenhuma inflação, o mundo exterior explodindo ao nosso redor, Paris em chamas e com a China em desaceleração, o Fed ainda esteja considerando outro aumento de juros. Aceite a vitória!”, escreveu Trump em uma publicação em sua conta no Twitter.
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Há tempos o presidente dos EUA vem criticando a política de elevação de juros do Fed, por possivelmente enfraquecer o ritmo de crescimento da economia. Segundo ele, é necessária a flexibilidade de taxa de juros mais baixa para sustentar a economia dos EUA em meio à batalha comercial conta a China, e potencialmente contra outros países.
Em outubro, ele acusou o presidente do Fed, Jerome Powell, de “ficar alegre ao aumentar as taxas de juros”.
“Cada vez que fazemos algo genial, ele sobe as taxas de juros”, lamentou Trump em entrevista ao Wall Street Journal, em referência direta a Powell, que o próprio presidente nomeou para o Fed. “É quase como se ficasse contente em elevar as taxas de juros”, declarou Trump, recordando que seu predecessor, Barack Obama, “teve taxas zero”.
Desde o final de 2015 e após quase dez anos de taxas praticamente nulas para sustentar um crescimento que não decolava, o Fed foi progressivamente aumentando os juros, hoje oscilando entre 2% e 2,25%.
O objetivo das altas recentes é evitar o crescimento da inflação e o superaquecimento de uma economia fortemente estimulada pela redução de impostos adotada por Trump.
Mas Trump, que se orgulha de sua “economia efervescente”, avalia que a política monetária representa “o maior risco” diante de um “aumento das taxas demasiado rápido” por parte do Fed.

https://g1.globo.com/economia

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