Títulos italianos e ações bancárias são pressionados por discussão orçamentária entre Roma e UE

Índice acionário da Itália atingiu seu nível mais baixo desde abril de 2017, as ações de bancos recuavam cerca de 4% e o euro enfraquecia. Os custos de empréstimo da Itália avançavam nesta segunda-feira (8), as ações bancárias caíam e o euro enfraquecia com a intensificação de uma guerra de palavras entre Roma e a União Europeia sobre os planos orçamentários italianos.
À medida que os rendimentos dos títulos italiana aumentavam em até 30 pontos básicos, a diferença entre os rendimentos de títulos de 10 anos da Itália e da Alemanha – uma medida dos riscos do país – foi a mais de 300 pontos básicos.
Isso repercutia em todos os mercados: o índice acionário da Itália atingiu seu nível mais baixo desde abril de 2017, as ações de bancos recuavam cerca de 4% e o euro enfraquecia.
O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, falando em uma coletiva de imprensa com o líder de extrema direita francês Marine Le Pen, afirmou nesta segunda-feira que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o comissário de Economia Pierre Moscovici são inimigos da Europa.
A Comissão disse à Itália que está preocupada com seus planos de déficit orçamentário para os próximos três anos, uma vez que eles violam o que a UE pediu ao país em julho.
Salvini também disse nesta segunda-feira que a Itália não cederá à pressão do mercado e recuará em seus planos de aumentar o déficit no próximo ano.
O rendimento do título de 10 anos da Itália chegou a atingir o nível mais alto desde o início de 2014 de 3,63%, enquanto o rendimento de dois anos saltou 30 pontos básicos, para a máxima de quatro meses de 1,656%.

https://g1.globo.com/economia

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