Reforma da Previdência é 'ponto de partida', mas outras medidas devem ser tomadas, diz relator



Deputado Samuel Moreira deu declaração após Bolsonaro ter dito que não há alternativa à reforma. Proposta está em comissão da Câmara; governo quer aprovar PEC no 1º semestre. Samuel Moreira (PSDB), relator da comissão especial da Reforma da Previdência na Câmara
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou nesta segunda-feira (6) que a proposta é um “ponto de partida”, mas outras medidas são necessárias para “resolver o problema do Brasil”.
Enviada pelo governo em fevereiro, a proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, atualmente, está em análise em uma comissão especial.
Segundo o governo, a reforma resultará em uma economia de R$ 1,2 trilhão em dez anos e, por isso, é a principal medida para o equilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento.
“Na verdade, precisa de outras medidas para revolver o problema do Brasil. Só a Previdência não resolverá, mas é a partir dela que as coisas serão resolvidas. Se nós não resolvermos a Previdência, nós estaremos fadados ao fracasso”, afirmou Samuel Moreira.
“Não significa que só ela promoverá o nosso sucesso, tem outras medidas do governo, mas a Previdência é um ponto de partida, ela é fundamental, senão, nós fracassaremos”, acrescentou o relator.
Samuel Moreira deu as declarações após ter se reunido com o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), para discutir o tema.
Pouco antes de o relator dar as declarações, o presidente Jair Bolsonaro a reforma é o “primeiro grande passo” para o país conseguir a “liberdade econômica”.
Bolsonaro e Paulo Guedes dão entrevista coletiva e falam sobre a reforma da Previdência
Tramitação
Conforme o cronograma divulgado pelo presidente da comissão especial, e que ainda será analisado pelos demais integrantes do grupo, a ideia é realizar audiências públicas com especialistas neste mês e, em junho, debater e votar o parecer do relator.
A próxima reunião da comissão será na tarde desta terça (7), quando deverão ser analisados os requerimentos para definir os nomes que serão chamados para as audiências.
Em paralelo, corre o prazo para a apresentação de emendas. Os parlamentares têm até dez sessões do plenário para protocolar sugestões de mudança. Até o momento, apenas uma sessão foi realizada e, portanto, computada para o prazo.
Em busca de apoio à proposta, o governo criou um “gabinete de inteligência”, com técnicos do Ministério da Economia, para tirar dúvidas de parlamentares. O gabinete começará a funcionar nesta terça.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes
Adriano Machado/Reuters
Audiências públicas
O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve ser um dos primeiros a serem ouvidos pela comissão especial. Segundo o líder do governo na Câmara, existe a possibilidade de a audiência com o ministro acontecer nesta quarta-feira (8).
“Nós estamos preparados para que isso ocorra, se vier a ocorrer na quarta-feira”, afirmou Vitor Hugo.
Ele ressaltou haver um acordo de procedimentos com os demais partidos para garantir que deputados a favor e contra a Previdência se alternem para fazer as perguntas ao ministro.
A estratégia tem como objetivo evitar o desgaste enfrentado por Guedes na reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), encerrada após ele bater boca com um deputado.

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