Promotoria japonesa apresenta novas acusações contra Carlos Ghosn


Nova acusação formal foi apresentada no tribunal de Tóquio no mesmo dia em que expira o período de prisão provisória do executivo brasileiro. Justiça do Japão faz nova acusação contra Carlos Ghosn
A promotoria de Tóquio fez nova acusação formal contra o brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, nesta sexta-feira (11), mesmo dia em que expira o período de prisão provisória. Ele está detido na capital japonesa desde 19 de novembro por sonegação fiscal e fraudes financeiras.
Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora
Ghosn foi acusado nesta sexta de violar a confiança da empresa e de não declarar parte de sua renda entre março de 2015 e março de 2018 (os últimos três anos fiscais japoneses). Em dezembro, o executivo já havia sido acusado pelo mesmo crime, mas em relação a 2010 e 2015.
As quantias supostamente não declaradas às autoridades japonesas equivaleriam a cerca de 9 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 83 milhões) durante oito anos, segundo a documentação apresentada pela promotoria.
A promotoria diz ainda que Ghosn violou a política corporativa do Japão de usar a Nissan Motor para cobrir uma gama de perdas financeiras pessoais durante a crise de 2008 e pelos pagamentos realizados a um empresário saudita, informou o tribunal.
A defesa de Ghosn anunciou que pedirá hoje a liberdade do empresário, mediante pagamento de fiança após o fim do prazo da prisão provisória.
Na última terça-feira (8), o brasileiro apareceu em público pela primeira vez desde a prisão e afirmou ser inocente, em audiência judicial. Nesta quinta (10), ele deixou de comparecer a interrogatório alegando estar com febre alta.
Ex-presidente do conselho administrativo da Nissan se declara inocente
Outra denúncia
O jornal japonês “The Asahi Shimbun” disse nesta sexta que Ghosn teria recebido, entre abril e novembro de 2018, cerca de R$ 35 milhões de uma companhia holandesa, subsidiária da Nissan e parceira da Mitsubishi. O valor não teria sido autorizado nem declarado. A Nissan deve dar queixa criminal por essa operação.
Nissan também decide abrir processo
A Nissan, por sua vez, também decidiu abrir um processo penal contra Ghosn, que já havia sido indiciado uma primeira vez em dezembro, por uso indevido de fundos da empresa, segundo a agência Reuters.
Já a Renault informou na véspera que a investigação interna da empresa sobre a remuneração de Ghosn chegou à conclusão de que não houve fraude em seus pagamentos nos anos de 2017 e 2018. Contudo, a montadora francesa disse em comunicado que “conforme a petição inicial, a missão [de investigação] continuará sobre os exercícios anteriores”.
Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn
Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1
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