Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha


Atividade tem custo alto na implantação e manejo considerado fácil. Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha
Reprodução/TV TEM
Não há tempo ruim para a produção de pupunha. O melhor período para extrair esse tipo de palmito é de janeiro a maio, mas se a área for irrigada dá para ter o ano todo.
José Guilherme de Castro é responsável por uma propriedade em Cajobi (SP), que é pioneira nesse tipo de cultivo na região de São José do Rio Preto (SP). Ele diz que as palmeiras são bem adaptadas ao clima local e que o manejo não é dos mais difíceis. Além disso, não há preocupação com a renovação da área.
Uma das plantações da fazenda foi formada em 1994 e produz até hoje. O custo maior é na hora de começar a atividade. É grande a quantidade de mudas por área, mas o retorno costuma vir a médio/longo prazo.
A propriedade tem 30 hectares cultivados e produz cerca de 50 toneladas por ano. Depois de extraído, o palmito vai para a indústria, que pertence ao mesmo dono da fazenda.
A unidade existe desde 1999, quando a produção chegava a aproximadamente 40 mil plantas. Hoje são 180 mil plantas, cerca de 20% de tudo que a indústria processa. Os outros 80% são de pequenos produtores.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 19/05/2019)
Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha
Cada haste rende, em média, 400 gramas de pupunha. Depois de envasado, o palmito ainda é cozido. A produção do Noroeste do Estado é destinada ao mercado paulista e mineiro.
O gerente da indústria, Bruno Alberto Nicola, conta que a produção é de 12 mil quilos por mês e de 3 mil a 3,5 mil potes por dia. Segundo ele, a intenção é crescer ainda mais nos próximos anos.
Só na região dos municípios de Olímpia e Catiguá (SP) são cerca de 30 produtores. Por ser rentável e ter alta produtividade, o plantio tem chamado a atenção.
O engenheiro agrônomo André Fiorotto, da Cati de Olímpia, lembra que o avanço da pupunha segue contínuo, estimulado pelos comentários dos pequenos produtores.
O agricultor Antonio José Néspolo, que já cultivou café e laranja, decidiu há cinco anos investir na pupunha. Ele já tem 17 mil plantas e, agora, o cultivo de pupunha é a principal atividade da família.
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