Produtores de café enfrentam crise 'sem precedentes', diz presidente de comissão da CNA


Dia nacional do grão é celebrado nesta sexta-feira. Segundo Breno Mesquita, a safra recorde de 2018 provocou queda no preço da saca. Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, diz Faemg.
Magda Oliveira/G1
Cafeicultores de Minas Gerais, estado responsável por 54% da produção do grão no país, estão preocupados com a queda no preço da saca. O valor do produto exportado pelo Brasil caiu 19,1% em abril em relação ao mesmo período de 2018, passando de US$ 153,89 para US$ 124,47 por saca, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
“O setor enfrenta uma crise sem precedentes no Brasil. Por causa da alta na oferta do ano passado por causa da safra, o preço caiu bastante”, disse o vice-presidente de finanças da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente da comissão do café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
No ano passado o Brasil produziu 61,7 milhões de sacas, 37,1% a mais que a safra anterior. Só Minas Gerais foi responsável por 33,4 milhões deste montante. Dos 853 municípios do estado, 607 cultivam o grão. Uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo sai de Minas Gerais, segundo a Faemg.
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“As condições climáticas e a posição geográfica de Minas Gerais facilitam a produção de uma grande variedade de cafés de qualidade e seu escoamento”, disse Breno. “É preciso que a importância do setor seja reconhecida. Por isso estamos discutindo com o poder público uma saída para essa crise do preço”, falou.
Em 2018, Minas exportou 83,5% do cafés produzido. Alemanha, Estados Unidos e Itália foram os principais compradores. As exportações movimentaram cerca de US$ 3,5 bilhões.

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