Produtores da China cortam previsão de lucro por conta da peste suína


País confirmou cerca de 100 surtos de peste suína africana desde agosto do ano passado. Não há cura nem vacina para a doença, mortal para os porcos, mas inofensiva para humanos. Na China, peste suína africana fez aumentar a procura e os preços da carne de frango
Divulgação/Jonas Oliveira/AEN
Os maiores produtores de porcos da China cortaram drasticamente estimativas de lucro em 2018 nesta segunda-feira, após a rápida disseminação da peste suína africana afetar preços e a demanda por carne suína no maior produtor mundial de porcos.
A Muyuan Foods reduziu previsão de lucro líquido em 2018 para entre 500 milhões de iuanes (US$ 73 milhões) e 550 milhões de iuanes, pelo menos 20% abaixo da estimativa anterior, de outubro, mostrou a empresa em uma apresentação à Bolsa de Shenzhen.
Os números revisados estão quase 80% abaixo dos 2,4 bilhões de iuanes registrados em 2017.
A Wens Foodstuff Group também alertou para um lucro líquido em 2018 entre 3,9 bilhões e 4,0 bilhões de iuanes, cerca de 40% abaixo dos 6,75 bilhões de iuanes no ano anterior.
As advertências surgem depois que a China confirmou cerca de 100 surtos de peste suína africana desde agosto do ano passado em 23 províncias. Não há cura nem vacina para a doença, que é mortal para os porcos, mas não prejudica as pessoas.
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A Muyuan disse que estava cortando previsão após preços de suínos vivos mais baixos do que o esperado no quarto trimestre. A maior parte da produção de suínos da empresa está no norte da China, disse o documento, onde os preços foram duramente atingidos por medidas destinadas a controlar a disseminação da doença.
A Wens disse que a peste suína africana pesou nos preços no segundo semestre de 2018, após as baixas cotações no primeiro semestre.
Ainda assim, a empresa, que também produz carne de frango, se beneficiou de um forte aumento nos preços desta proteína e de um aumento de 17,1% no número de suínos vendidos em 2018.
A peste africana elevou os preços do frango, já que os fregueses se voltam para a segunda carne mais popular do país, devido à escassez na oferta de carne suína em alguns lugares e às preocupações com a segurança alimentar.

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