Previdência: economia abaixo de R$1 tri ameaça outras propostas da equipe econômica


Ministro da Economia, Paulo Guedes
Pilar Olivares/Reuters
A desidratação da reforma da Previdência, caso ocorra durante a tramitação no Congresso, irá desidratar também a agenda de reformas liberais desenhada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. A economia de “no mínimo de R$1 trilhão” defendida por Guedes é uma espécie de piso, a partir do qual as demais reformas perderiam peso e relevância.
Pelo menos três reformas dependem do que vai acontecer na reforma da Previdência:
simplificação do sistema tributário, com redução da carga de impostos, de forma a estimular o investimento, produção e consumo;
lançamento da carteira de trabalho verde-amarela, que reduziria o custo de contratação de jovens;
um programa de redução de tarifas de energia.
Na visão da equipe econômica, é preciso que haja consistência e equilíbrio entre as várias reformas. Quanto menor for a economia gerada pela reforma da Previdência, menor será o espaço fiscal para as demais reformas, consideradas essenciais para destravar a economia, recuperar o crescimento e o emprego.
Qualquer alteração da proposta de reforma encaminhada ao Congresso tem grande impacto financeiro no resultado final da reforma. Dois exemplos:
a redução da idade mínima para as mulheres de 65 anos (como defendia a equipe econômica) para 60 anos, terá impacto negativo de R$100 bilhões em 10 anos;
a mudança na regra de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) prevista na proposta do governo tem impacto de R$28 bilhões, segundo cálculos do Instituto Fiscal Independente, dirigido pelo economia Felipe Salto.
Se o Congresso derrubar essa proposta, é mais um desfalque importante no resultado final da reforma da Previdência elaborada pela equipe de Guedes.

Editoria de Arte / G1

https://g1.globo.com/economia

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