Preços do petróleo caem para menor cotação desde setembro de 2017


Barril de Brent e petróleo dos EUA têm queda de mais de 4% nesta quinta devido às preocupações com o excesso de oferta e a perspectiva mais fraca da procura de energia. Funcionário trabalha em campo de petróleo
Sergei Karpukhin/Reuters
Os preços do petróleo operam em forte queda nesta quinta-feira (20), atingindo um mínimo de mais de um ano devido às preocupações com o excesso de oferta e a perspectiva mais fraca da procura de energia.
Os mercados caíram em todo o mundo depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ter elevado a taxa de juros pela quarta vez neste ano e ter mantido a maior parte das suas projeções para mais aumentos nos próximos dois anos.
O petróleo dos Estados Unidos chegou a cair 2,35 dólares por barril, ou cerca de 4,9%, para US$ 45,82, antes de se recuperar ligeiramente.
O Brent também chegou a cair 2,60 dólares, ou 4,5%, para uma mínima de US$ 54,64 o barril, atingindo seu menor valor desde setembro de 2017.
Ambos os principais contratos futuros do petróleo se recuperaram fortemente na quarta-feira, mas agora se aproximam de seus níveis mais baixos em mais de 15 meses, mais de 30% abaixo das máximas de vários anos alcançadas no início de outubro.
“A recuperação de quarta-feira foi curta”, disse Xi Jiarui, analista-chefe de petróleo da consultoria JLC.
“Os investidores rapidamente voltaram sua atenção para a deterioração dos fundamentos nos mercados de petróleo, incluindo mais sinais de desaceleração do crescimento econômico no ano que vem, produção recorde e falta de confiança com a promessa da Opep de reduzir a produção.”
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros produtores de petróleo, incluindo a Rússia, concordaram neste mês em reduzir a produção em 1,2 milhão de barris por dia (bpd) na tentativa de reduzir os estoques e aumentar os preços.
Mas os cortes não acontecerão até o mês que vem, e a produção encontra-se em patamares recordes nos Estados Unidos, na Rússia e na Arábia Saudita.

https://g1.globo.com/economia

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