Poupança tem maior retirada de recursos para abril em 3 anos, diz Banco Central


No mês passado, saques superaram depósitos em R$ 2,87 bilhões. Na parcial do ano, saída de recursos somou R$ 16,27 bilhões. O Banco Central informou nesta terça-feira (7) que os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 2,877 bilhões no mês de abril.
Essa é a maior retirada líquida de recursos da modalidade de investimentos, para meses de abril, desde 2016. Veja abaixo
Ainda de acordo com dados do BC, a retirada líquida de recursos da poupança (ou seja, saques acima dos depósitos) foi de R$ 16,278 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano – maior saída para o período desde 2017, quando o saldo negativo foi de R$ 18,672 bilhões.
Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018.
Volume total de recursos
Conforme o BC, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado na poupança, registrou pequeno aumento em abril – apesar da retirada de valores pelos poupadores.
Em março de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 792,790 bilhões. Em abril, passou para R$ 792,890 bilhões.
Isso ocorre porque, além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em abril deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,978 bilhões.
Atratividade da poupança
Com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018 e a manutenção desde então da taxa Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos.
Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.
Com a taxa Selic atualmente em 6,5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.
Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como pré-fixadas, que têm por base a Selic.
Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma “excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”.
Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.
Além disso, outras aplicações financeiras também têm registrado performance melhor do que a poupança. No ano passado, por exemplo, ouro e dólar foram os melhores investimentos. A poupança ficou na décima colocação (Veja abaixo).
Desempenho das aplicações financeiras em 2018
Fernanda Garrafiel/G1

https://g1.globo.com/economia

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