Petróleo tem alta após tombo na semana passada, mas demanda fraca limita ganhos


Na sexta-feira, barril caiu quase 8% para o menor nível em mais de um ano. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França
Christian Hartmann/Reuters
Os contratos futuros do petróleo subiam nesta segunda-feira (23), recuperando-se de parte das perdas após uma queda de quase 8% na sessão anterior, embora uma perspectiva de demanda mais fraca e incertezas sobre o crescimento econômico global continuem limitando os ganhos.
O petróleo Brent subia 0,99 dólar, ou 1,68%, a US$ 59,79 por barril, às 9h37 (horário de Brasília).
O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,43 dólar, ou 0,85%, a US$ 50,85 por barril.
Os ganhos compensaram parcialmente as vendas generalizadas de sexta-feira, quando o preço do barril caiu para o menor nível em mais de um ano, registrando a sétima perda semanal consecutiva.
“É difícil dizer se 60 dólares por barril são o novo normal, já que parece não haver um ‘normal’ no momento”, disse Jack Allardyce, analista de petróleo e gás da Cantor Fitzgerald.
“A fraqueza recente parece dramática, dada a falta de catalisadores reais –parece ter sido impulsionada por um sentido iminente mais amplo de ‘desastre’ em meio a ações fracas, questões geopolíticas, uma subsequente queda da demanda e aumento da oferta”, disse ele.
A Agência Internacional de Energia prevê que a demanda global por petróleo chegue a 100 milhões de barris por ano em 2019, crescendo a uma taxa de 1,4 milhão de barris por dia, mas abaixo de sua avaliação inicial em junho, de 1,5 milhão de bpd.

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