Paulo Guedes diz que seria 'natural' Ilan Goldfajn permanecer à frente do Banco Central

Ministro escolhido por Bolsonaro para a área econômica falou com jornalistas antes de reunião com o presidente eleito. Guedes também afirmou que novo governo vai defender projeto de independência do BC. O ministro escolhido por Jair Bolsonaro para a área econômica, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (30) que seria “natural” o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, permanecer à frente da instituição.
Guedes falou com jornalistas antes de uma reunião com Bolsonaro e outros assessores do presidente eleito para discutir a formação da equipe ministerial do próximo governo.
Ele disse ainda que o novo governo vai aprovar a independência do Banco Central e que esta será a última transição política em que vai se discutir se o presidente da instituição financeira vai ou não permanecer no próximo mandato do Palácio do Planalto.
“Não podemos estar a cada eleição: ‘Ele fica, não fica? Muda, não muda?’ Teremos um Banco Central indepenente”, afirmou Guedes. “É a última vez que vai existir essa incerteza durante uma eleição”, completou.
Guedes disse que tanto ele quanto pensam parecido sobre a autação do Banco Central.
“O Ilan tem uma proposta de Banco Central independente. Qual seria a coisa mais natural do mundo? Eu dar um abraço no Ilan e falar que defendo há 30 anos o Banco Central independente. Ele ia falar assim: ‘Paulo, eu tenho um projeto de Banco Central independente’. Eu vou falar: ‘Que beleza, Ilan. Então a gente vai junto, aprova o projeto. Você ficou 2 anos, você fica mais 2 anos’ “, completou Guedes.
Questionado se já fez o convite para Ilan continuar à frente do BC, Guedes disse que ainda precisa “combinar com os russos”. Ele afirmou ainda que não vai fazer o convite caso perceba que o atual presidente do BC não quer permanecer no cargo.
“Agora, isso aí tem que combinar com os russos. Tem que combinar com a nossa equipe aqui dentro. Tem que combinar com o Ilan. Tem que combinar com todo mundo”, afirmou. “Eu estou dizendo que seria natural. Eu não quero convidar alguém que não tem o desejo de ficar. A motivação é fundamental”, explicou Guedes.
Reforma da Previdência
Guedes voltou a falar sobre a necessidade de aprovar uma reforma da Previdência. Ele defendeu um regime de capitalização para os novos trabalhadores que entrarem no sistema e um transição para “consertar” o regime atual.
“Nós vamos criar uma nova Previdência com regime de capitalização. Mas existe uma Previdência antiga que está aí. Além do novo regime trabalhista de previdência que vamos criar para as futuras gerações, temos que consertar esse que está aí”, afirmou.
Guedes disse que esta estudando e fazendo simulações sobre os modelos de transição. “O custo de transição é alto, por isso que estamos trabalhando, estamos simulando, estudei e examinei a proposta atual [que o governo Michel Temer enviou ao Congresso]”, afirmou Guedes.

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