Passagens aéreas ficaram em média 35% mais caras em 12 meses


Dados são do IBGE; crise na Avianca pode ter contribuído para alta recente de preços em algumas rotas. Movimentação de passageiros no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (1), saída para o feriado prolongado de carnaval
Renato S. Cerqueira/ Estadão Conteúdo
Os preços das passagens aéreas subiram bem acima da inflação nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta média do item foi de 35,12% no período entre maio de 2018 e abril de 2019. No mesmo período, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a ‘inflação oficial’ do país, ficou em 4,94%.
No ano, no entanto, houve queda de preços, de 9,21%, segundo o IBGE, enquanto a inflação geral ficou em 0,57%.
‘Efeito Avianca’
Um levantamento feito pelo Skyscanner a pedido do G1 apontou que a crise vivida pela Avianca Brasil – que vem cancelando centenas de voos desde abril, por conta da recuperação judicial da empresa e da devolução da maior parte dos aviões que operava – pode ter tido influência sobre os preços das passagens aéreas nas últimas semanas.
O site de busca de viagens mapeou as 15 rotas mais reservadas operadas pela Avianca Brasil e comparou a evolução dos preços médios praticados por todas as companhias de 14 de janeiro a 28 de abril. Os dados obtidos sugerem que a alta de preços nessas rotas se intensificou a partir do início de abril, quando a Avianca começou a cancelar voos em massa.
Na análise do período completo, o destaque de alta foi na rota Salvador-Guarulhos, de 76%, com o preço médio cobrado pelas aéreas passando de R$ 580 para R$ 1.022. Na rota Salvador-Galeão, o aumento foi de 60%, passando de R$ 650 para R$ 1.046.

https://g1.globo.com/economia

Deixe um comentário

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.