OMC projeta queda comercial pior do que a da crise financeira de 2008


Expectativa é de que o comércio global recue entre 13% e 32% neste ano. Roberto Azevedo, diretor geral da OMC, em imagem de arquivo
Arnd Wiegmann/Reuters
A Organização Mundial do Comércio (OMC) previu nesta quarta-feira que o comércio de mercadorias encolherá de forma mais acentuada neste ano do que na crise financeira global de uma década atrás.
A OMC disse que o comércio global recuará entre 13% e 32% neste ano. O intervalo é amplo pois o impacto econômico da crise da saúde ainda é bastante incerto.
“Esses números são feios — não há como evitar isso”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado. “Mas uma recuperação rápida e vigorosa é possível. As decisões tomadas agora determinarão a forma futura das perspectivas de recuperação e crescimento global.”
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Manter os mercados abertos e previsíveis, disse ele, será fundamental para estimular novos investimentos. Os países que trabalharem juntos terão uma recuperação mais rápida do que se agissem sozinhos.
A OMC, com sede em Genebra, disse que para 2021 está prevendo uma recuperação no comércio global de mercadorias de 21% a 24%, dependendo em grande parte da duração do surto de coronavírus e da eficácia das respostas de políticas monetária e fiscal.
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A OMC também confirmou que 2019 terminou em um tom sombrio, com um declínio de 0,1% no comércio de mercadorias, sob o peso das tensões comerciais — principalmente entre os Estados Unidos e a China — e uma desaceleração econômica das demais economias.
Em outubro, a OMC previa que o crescimento do comércio aumentaria 2,7% em 2020, após expansão de 1,2% em 2019.
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