'Nunca tinha visto isso de desligar a economia', diz empresário prejudicado pela crise do coronavírus

Terceira geração a comandar a loja de móveis Breton, o empresário André Rivkind diz que a crise provocada pelo coronavírus é a mais grave pela qual já passou. Terceira geração a comandar a loja de móveis Breton, o empresário André Rivkind diz que a crise provocada pelo coronavírus é a mais grave pela qual já passou.
“Eu nunca tinha visto isso de desligar a economia e fazer a roda parar de girar”, diz. A empresa foi fundada há 53 anos.
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‘Nunca tinha visto isso de desligar a economia’, diz empresário
Na Breton, a crise do coronavírus interrompeu um período de expansão dos negócios. O parque fabril em Diadema, na Grande São Paulo, foi inaugurado em outubro de 2018. Mas agora todos os investimentos estão interrompidos, e a empresa busca preservar o emprego de 450 funcionários.
“Estamos priorizando o pagamento de funcionários e fornecedores. Todo o resto estamos negociando, como marketing e prestador de serviço. Estamos tentando postergar ao máximo os pagamentos para conseguir atravessar essa crise”, afirma.
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A Breton tem lojas próprias e centros de distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Há franquias abertas Campinas, São Jose dos Campos e Salvador. Antes da crise, a previsão era de inaugurar mais duas franquias, em Manaus e Roraima, mas os planos podem ser interrompidos por causa da crise.
“Em janeiro e fevereiro, estávamos crescendo na casa de dois dígitos. Agora, estou prevendo uma retração de 30% no faturamento neste ano”, afirma André. “Espero estar errado, mas tenho de trabalhar com o cenário pessimista para atravessar esta fase.”
Com a quarentena já em vigor, a Breton manteve a operação industrial da companhia, segundo a orientação do governo estadual, mas as lojas estão fechadas. “Estamos honrando os nossos compromissos por enquanto, mas muito clientes estão postergando os pagamentos, o que nos preocupa bastante”, afirma André.
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