'Não podemos admitir qualquer cláusula de confidencialidade pretérita', diz Bolsonaro

Presidente afirmou que governo divulgará atos e contratos classificados como confidenciais em gestões anteriores. Ele disse ainda que haverá ‘rígido controle’ em repasses federais para ONGs. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, que não admitirá nenhuma “cláusula de confidencialidade pretérita” no governo dele, referindo-se ao fato de que pretende dar publicidade a atos e contratos de gestões anteriores.
“Transparência acima de tudo. Todos nossos atos terão de ser abertos ao público, e o que ocorreu no passado também. Não podemos admitir que, em qualquer uma dessas instituições, tenha qualquer cláusula de confidencialidade pretérita”, discursou o novo presidente da República na solenidade de posse dos presidentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Bolsonaro, não haverá na gestão dele perseguição a gestores de governos passados, porém, atos e contratos considerados que estavam em sigilo por alegada confidencialidade vão se tornar públicos.
“Aqueles que foram a essas instituições [bancos públicos] por serem amigos do rei buscar privilégios, ninguém vai perseguí-los, mas esses atos, essas ações, esses contratos tornar-se-ão públicos”, complementou Bolsonaro.
Ele também disse no discurso que, a partir de agora, verba federal que for liberada para ONGS sofrerá “um rígido controle”.
Em outro trecho do discurso, Bolsonaro voltou a dizer que o governo dele não pode errar, sob o risco de a oposição retornar ao poder.
“Não podemos errar. Se errarmos, vocês bem sabem quem poderá voltar. E as pessoas de bem, que foram a maioria que acreditaram naquilo que pregamos nos últimos anos, não poderão se decepcionar conosco”, declarou.

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