Na economia, tudo parado e esperando

Economia à beira da recessão, com redução das projeções de crescimento a cada semana, como mostra relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (20), pelo Banco Central (BC); alta capacidade ociosa no setor produtivo em geral; desemprego em alta e inflação dentro das metas fixadas pelo governo. Em um país com essas características, o Banco Central reduz a taxa de juros a fim de injetar algum oxigênio na atividade econômica.
Não no caso do Brasil de hoje. Na ata da última reunião do comitê de política monetária o Banco Central deixou claro que não está disposto a correr o risco de reduzir a taxa de juros em um ambiente de tantas incertezas como o que no momento passa o país. A mesma incerteza que paralisa os investimentos, mantem cautelosos os consumidores e em desalento os desempregados.
O Banco Central sabe de tudo isso. Mas sabe também que se reduzir o juro agora e a reforma da previdência se inviabilizar, não há juro baixo que faça a economia crescer. O que virá é pressão sobre a cotação do dólar e mais inflação.
Na sequência, por falta de alternativa, o juro teria de subir novamente. Repetindo o que aconteceu em 2011, quando o Banco Central, surpreendendo a tudo e a todos, iniciou um ciclo de redução de juros até o mínimo histórico, até aquela época, de 7,25%.
Ao invés de crescimento,colheu inflação e menos de dois anos depois, com a economia já entrando recessão e desemprego subindo, a taxa de juros foi elevada a 14,25% ao ano. A inflação estava a caminho dos dois dígitos.
Pelo que está dito na ata da última reunião do Copom e o que tem afirmado o presidente Roberto Campos Neto, o Banco Central de hoje não vai correr o mesmo risco de seis anos atrás. Ele também está em compasso de espera, à espera do que vai acontecer com a reforma da previdência no Congresso.

https://g1.globo.com/economia

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