Ministro argentino estima retorno do crescimento em seu país no 2º trimestre de 2019

Dante Sica, ministro da Produção da Argentina, diz que governo do país acompanha sem preocupação eleições no Brasil. ‘Quando o Brasil vai bem, a Argentina vai bem’, declarou. O ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, afirmou nesta quarta-feira (10) que espera o retorno de um crescimento “mais generalizado” à economia de seu país entre o primeiro e o segundo trimestre do ano que vem.
“A Argentina está atravessando uma crise cambial, produto de fatores externos, como guerra comercial entre China e Estados Unidos, além dos problemas na Turquia, e também temas internos, como corrupção do governo anterior”, declarou em Brasília, onde teve reuniões com representantes do governo brasileiro.
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Nesta terça-feira (9), a moeda argentina ampliou seu rali de alta de uma semana à medida que investidores se voltam em direção à dívida em peso oferecida pelo banco central a taxas de juros muito elevadas, ainda que economistas estejam preocupados com o crescente endividamento do banco.
Eleições no Brasil
O ministro argentino acrescentou que seu governo acompanha com atenção o processo eleitoral brasileiro. “Neste momento, estamos observando os processo eleitoral. Foi uma votação sem violência, nada que possa manchar o processo eleitoral. Vemos como um caso exitoso”, declarou ele.
Sica lembrou que já há dois candidatos definidos para o segundo turno na corrida presidencial no Brasil, Fernando Haddad (PT) e Eduardo Bolsonaro (Argentina), e que seu governo está atento para identificar quem podem ser os principais ministros da área econômica dos candidatos.
“Queremos escutá-los e saber para onde pode ir a futura política econômica. Não estamos preocupados. Seguimos com atenção. Quando o Brasil vai bem, a Argentina vai bem”, afirmou ele, acrescentando que 1 ponto de crescimento do PIB brasileiro representa uma alta de 1/4 do ponto no crescimento da Argentina.
Relação comercial entre Brasil e Argentina
Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços brasileiros, Marcos Jorge, disse que, quando há queda de 1 ponto no PIB argentino, as exportações brasileiras para aquele país se retraem em 4,4%.
“O que ficou claro é que, pelo fato de estarmos expandindo para outros países da região, há uma queda menor das exportações totais, pois há uma absorção para outros mercados”, declarou ele.
Migue Jorge afirmou ainda que a agenda entre os dois países, cujos representantes se reuniram nesta quarta-feira em Brasília, focou na convergência regulatória no âmbito automotivo, na facilitação do comércio bilateral em diversos produtos, e “interoperabilidade” de sistemas, para que eles trabalhem de forma mais “harmômica”.
Em 2017, o Brasil registrou um superávit comercial (exportações maiores do que importações) de US$ 20,2 bilhões com a Argentina, depois de registrar um déficit de US$ 2,5 bilhões em 2016. Neste ano, até setembro, a economia brasileira também teve superávit com o país vizinho, no valor de US$ 3,2 bilhões. Os números são do Ministério da Indústria brasileiro.

https://g1.globo.com/economia

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