Marcos Montes é anunciado para cargo de secretário-executivo do Ministério da Agricultura


Deputado de Minas Gerais ocupará posto de número 2 da pasta no governo de Jair Bolsonaro. Anúncio foi feito nesta terça (27) pela futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), futuro secretário-executivo do Ministério da Agricultura
Câmara dos Deputados
A futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), anunciou nesta terça-feira (27) o deputado federal Marcos Montes (PSD-MG) para o cargo de secretário-executivo da pasta no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – que representa os ruralistas no Congresso Nacional –, Montes será o número 2 do Ministério da Agricultura.
O futuro secretário-executivo está concluindo o terceiro mandato como deputado federal. Nas eleições de outubro, ele abriu mão de tentar a reeleição para a Câmara para concorrer a vice-governador de Minas na chapa encabeçada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB).
Com a derrota de Anastasia na disputa pelo governo mineiro, Marcos Montes ficará sem mandato a partir de fevereiro.
‘Mensalinho’ da JBS
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi
Aline Ramos, G1
Na manhã desta terça-feira, o atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu a divulgação da lista de fiscais que supostamente teriam recebido propina mensalmente do frigorífico JBS. Em sua delação premiada, o empresário Wesley Batista – um dos donos da JBS – afirmou ao Ministério Público que cerca de 200 fiscais agropecuários da pasta recebiam o “mensalinho” da empresa para trabalhar fora do expediente, porém, os nomes dos servidores nunca foram divulgados.
“Acho que quanto mais rápido vier à tona a tal lista de 300 ou 200 [fiscais] que todo mundo fala seria melhor para o sistema, melhor para o ministério, melhor para todo mundo”, declarou Maggi após participar da cerimônia de abertura do Seminário Internacional de Gênero e Cooperativismo, em Brasília.
O ministro da Agricultura afirmou que os investigadores não disseram “absolutamente nada” ao ministério.
“Nem por parte da Polícia Federal, nem por parte da Controladoria [Geral da União], ou quem que esteja fazendo esse plano de leniência. Tudo o que a gente sabe vem pela imprensa, aqueles fatos que já foram levantados”, disse Blairo.
Segundo ele, “o grau de confiança” dentro do Ministério da Agricultura é afetado por conta do sigilo da lista. “Eu estou vendo esse nosso serviço com muitos problemas em função da gente não saber quem é quem no processo. Então, eu defendo que o mais rápido possível quem tem determinada lista, dizer olha, fulano, fulano e ciclano, e aí nós vamos tomar as providências que devemos tomar”, enfatizou.

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