Maia propõe orçamento paralelo para enfrentamento ao coronavírus

Presidente da Câmara disse que enviou à equipe econômica proposta para criar ‘orçamento de guerra’. Objetivo é separar gastos com pandemia e conter impacto sobre aumento de despesas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse nesta segunda-feira (23) que enviou à equipe econômica uma proposta para criar um “orçamento de guerra”, voltado exclusivamente para ações de combate à pandemia do novo coronavírus.
Maia participou nesta tarde de uma teleconferência organizada por um banco. Segundo ele, a ideia é separar o “orçamento da crise” do orçamento fiscal do ano para não gerar um impacto de aumento de despesa em um momento de desaceleração da economia.
Maia afirmou que o objetivo é separar o que é emergencial do que não é emergencial, evitando “um impacto de médio e longo prazo” em relação ao aumento de despesas. A medida, no entanto, depende de aval do governo.
“Eu até estou propondo o governo que a gente possa aprovar uma PEC que institua o regime extraordinário fiscal de contratações exclusivamente para a crise para gente separar o orçamento fiscal do orçamento da crise”, declarou.
De acordo com o presidente da Câmara, seria constituído um grupo formado por integrantes do Poder Executivo, com acompanhamento dos outros Poderes, para comandar a execução desse orçamento paralelo.
O Tribunal de Contas da União (TCU), conforma o presidente da Câmara, acompanharia os gastos previstos neste orçamento e teria um limite de 90 dias para analisar ações relacionadas à sua execução.
“Acho que tá precisando organizar isso melhor e dar mais clareza de que Orçamento é esse, como vai ser gasto e seu prazo de execução pra que a gente de fato não contamine os próximos anos”, afirmou.

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