Macri chega a Brasília nesta quarta e deve tratar de Mercosul e Venezuela com Bolsonaro



Visita oficial será em Brasília com reunião privada entre os presidentes e reuniões bilaterais com ministros. Temas ligados ao combate à corrupção e a energia nuclear também serão discutidos. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante entrevista em Buenos Aires, no fim do ano passado
Ludovic Marin/AFP
O presidente Jair Bolsonaro recebe nesta quarta-feira (16) a visita oficial do presidente argentino Maurício Macri. O presidente argentino chega ao Brasil acompanhado de uma comitiva de seis ministros e do secretário de assuntos estratégicos do país.
Em dia de reuniões em Brasília, Macri, Bolsonaro e suas respectivas equipes de ministros vão discutir, entre outros temas, a situação da Venezuela – com legitimidade contestada, Nicolás Maduro assumiu segundo mandato na semana passada – e o bloco comercial Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Os presidentes também devem tratar de comércio bilateral, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, monitoramento de fronteira, desenvolvimento de satélite e energia nuclear. A vinda de Macri ao Brasil foi acertada ainda em dezembro, antes da posse de Bolsonaro.
Na área de energia nuclear, um dos principais temas deve ser a construção de um reator para a produção de radiofármacos substância química usada em diagnósticos e tratamentos médicos.
Dentro do tema de defesa deve ser discutido uma possível cooperação para segurança de fronteiras e também a compra de peças produzidas pela Argentina para a construção de um avião cargueiro pela Embraer.
Mercosul
Um dos principais temas do encontro deve ser o Mercosul. Segundo fontes do governo, essa reunião, no entanto, deve ser preliminar já que qualquer negociação também deve envolver Uruguai e Paraguai, que também integram o bloco.
Na agenda do Mercosul temas como a simplificação tarifária e a eliminação de barreiras internas devem ser discutidos.
Sobre a flexibilização de acordos bilaterais entre integrantes do Mercosul e outros países, integrantes da atual equipe do Itamaraty defendem que o Mercosul conclua os acordos que estão na mesa, como o com a União Europeia, e que depois se discuta uma possível flexibilização para acordos fora do bloco.
Visita oficial
A visita começa às 10h30, mas antes desse horário os ministros argentinos se encontrarão com seus equivalentes no Brasil.
Participam desses encontros bilaterais os ministros brasileiros das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), Justiça e Segurança Pública (Sérgio Moro), Defesa (Fernando Azevedo), Agricultura (Tereza Cristina), Economia (Paulo Guedes), Minas e Energia (Bento Albuquerque), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Marcos Pontes) e do Gabinete de Segurança Institucional (Augusto Heleno).
Do lado argentino participam os ministros das Relações Exteriores (Jorge Marcelo Faurie), Produção (Dante Enrique Sica), Fazenda (Nicolás Dujovne), Defesa (Oscar Raúl Aguad), Segurança (Patricia Bullrich), Justiça e Direitos Humanos (Germán Carlos Garavano) e o secretário de Assuntos Estratégicos (Fúlvido Pompeo).
Após receber o presidente Maurício Macri no Palácio do Planalto, Bolsonaro terá uma reunião fechada com ele e alguns assessores próximos. Depois da reunião privada, os ministros se juntam aos presidentes para a reunião plenária, quando eles apresentarão os pontos discutidos no início da manhã. O encontro termina com um almoço no Itamaraty, no início da tarde.

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