Lucro dos maiores bancos do Brasil cresce 18% em 2019 e soma R$ 81,5 bilhões


Maior lucro entre os 4 grandes bancos com ações na bolsa foi o do Itaú, que registrou ganhos de R$ 26,583 bilhões. O lucro líquido dos 4 maiores bancos do Brasil com ações na Bolsa cresceu 18% em 2019, na comparação com o ano anterior. Os ganhos acumulados somaram R$ 81,5 bilhões ante R$ 69,1 bilhões em 2018.
Segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica, trata-se do maior lucro consolidado nominal (sem considerar a inflação) já registrado pelos grandes bancos. O levantamento considera os demonstrativos financeiros contábeis disponibilizados pelo Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander desde 2006.
Lucro anual dos maiores bancos
Economia G1
Itaú lidera ganhos
O maior lucro entre os grandes bancos em 2019 foi o do Itaú, que registrou ganhos de R$ 26,583 bilhões, um crescimento de 6,4% sobre 2018. Foi o maior resultado anual nominal (não ajustado pela inflação) já registrado por bancos brasileiros, segundo a Economatica.
O Bradesco registrou um lucro líquido R$ 22,6 bilhões no ano passado, uma alta de 18,32% na comparação com 2018 (R$ 19,085 bilhões).
O Banco do Brasil reportou lucro líquido contábil de R$ 18,16 bilhões em 2019, aumento de 41,2% na comparação com 2018, quando a instituição lucrou R$ 12,86 bilhões.
Já o Santander teve lucro de R$ 14,181 bilhões em 2019, alta de 16,6% frente o ano anterior.
Os balanços divulgados pelos 4 grandes bancos mostram que as companhias conseguiram aumentar ainda mais suas margens de ganhos. O retorno sobre o patrimônio líquido chegou a 23,7% no Itaú, um avanço de 1,7 ponto percentual contra 2018. No Bradesco avançou para 20,6%. Já no Bando do Brasil subiu para 17,3%.
Relatório divulgado em outubro pelo Banco Central mostrou que a rentabilidade dos bancos brasileiros continuou crescendo em 2019, mas com sinais de desaceleração. No Relatório de Estabilidade Financeira, o BC disse que “os aumentos da rentabilidade no primeiro semestre de 2019 foram influenciados pela retomada gradual do crescimento da carteira de crédito, com maior participação do crédito às famílias e às PMEs [pequenas e medias empresas]”.
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