Lucro da BR Distribuidora cai 94% no quarto trimestre de 2019


A companhia reportou lucro líquido de R$ 96 milhões, no período; em todo o ano passado, lucro da empresa foi de R$ 2,21 bilhões, queda de 30,8%. BR Distribuidora
Divulgação / Petrobras
A BR Distribuidora fechou o quarto trimestre de 2019 com um lucro líquido de R$ 96 milhões, queda de 94% ante igual período de 2018. No ano, o lucro foi de R$ 2,21 bilhões, o que representa uma queda de 30,8%, em relação ao ano anterior.
A receita líquida caiu 4% de outubro a dezembro, para R$ 24,15 bilhões. No ano, o recuo foi de 2,8%, para R$ 94,985 bilhões. Segundo a companhia, a redução é explicada, principalmente, pela queda de 3,3% nos volumes de produtos vendidos, parcialmente compensada pelo aumento de 0,5% nos preços médios de realização.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recuou 51%, para R$ 214 milhões, na comparação com igual período de 2018. No ano de 2019, a queda foi de 32,9%, para R$ 1,1 bilhão.
O Ebitda ajustado, por sua vez, cresceu 21,4% em 2019, para R$ 3,105 bilhões em 2019. A margem Ebitda ajustada subiu 22,5%, para R$ 77 o metro cúbico. No quatro trimestre, por sua vez, o indicador ajustado cresceu 47,4%, para R$ 952 milhões.
Menos gastos e provisões
Segundo a BR, contribuíram para o crescimento do Ebitda ajustado no ano a adoção do IFRS 16 (normas contáveis), os menores gastos com publicidade e cultura e com fretes, as menores provisões de perdas de clientes esperadas para clientes fora do sistema elétrico, além de maiores receitas operacionais e maior lucro bruto.
As despesas operacionais totais, por sua vez, aumentaram 32,8%, para R$ 4,61 bilhões em 2019. A BR destacou, nesse quesito, o aumento de R$ 1,28 bilhão em função do Termo de Acordo Extrajudicial (TAE) com o Estado do Mato Grosso e o Ministério Público de Mato Grosso, de 2018, que resultou na quitação de passivo fiscal proveniente de processos administrativos provisionados anteriormente e que compunham o balanço da companhia.
Além disso, em 2019 houve provisões e pagamentos de, aproximadamente, R$ 570 milhões em razão do Plano de Transformação Organizacional. Em contrapartida, no exercício de 2019 houve menores gastos com publicidade e cultura em R$ 82 milhões e com fretes em R$ 32 milhões.

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