Irã classifica sanções dos EUA de 'terrorismo econômico'


Medidas adotadas em novembro afetaram diretamente as empresas asiáticas ou europeias que compram petróleo iraniano ou mantêm relações comerciais com bancos do país. As sanções americanas contra o Irã são “injustas” e “terrorismo econômico”, afirmou o presidente iraniano, Hassan Rohani, em uma conferência regional em Teerã, neste sábado (8).
“As sanções americanas injustas e ilegais contra (…) o Irã constituem um exemplo claro de terrorismo”, declarou Rohani, cujo discurso foi transmitido por televisão.
Imagem de arquivo do presidente do Irã, Hassan Rohani
Brendan Mcdermid/Reuters
Rohani deu essas declarações em uma conferência sobre a luta contra o “terrorismo”, da qual participam os presidentes dos Parlamentos do Afeganistão, da China, do Paquistão, da Rússia e da Turquia.
“O terrorismo econômico se destina a criar pânico na economia de um país e a infundir medo em outros Estados” para impedi-los de investir nele, acrescentou.
“Enfrentamos um assalto global que ameaça não apenas nossa independência e nossa identidade, mas que também tenta romper nossas relações há tempos” com outros países, afirmou.
Sanções dos EUA
Os Estados Unidos se retiraram unilateralmente em maio passado do acordo sobre o programa nuclear iraniano firmado em 2015, em Viena, entre Teerã e várias grandes potências.
Posteriormente, o governo do presidente Donald Trump restabeleceu as sanções americanas, sobretudo, contra o setor energético.
A retomada das sanções faz parte de esforços maiores de Donald Trump para forçar o Irã a cortar seus programas nucleares e de mísseis, assim como seu apoio a forças no Iêmen, Síria, Líbano e outras partes do Oriente Médio.
Essas medidas afetam diretamente as empresas asiáticas ou europeias que continuam comprando petróleo iraniano ou mantêm relações comerciais com bancos iranianos, bloqueando o acesso ao mercado americano.
As sanções americanas funcionam como uma chantagem contra países terceiros que negociam atualmente com o Irã: empresas asiáticas ou europeias serão banidas do mercado americano se continuarem a importar petróleo iraniano, ou realizar operações com bancos iranianos. Muitos já escolheram ou vão escolher os Estados Unidos.

https://g1.globo.com/economia

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