Incerteza na economia sobe em março e bate recorde com impacto do coronavírus, diz FGV


Indicador de Incerteza da Economia avançou 52 pontos, para 167,1 pontos, maior nível da série histórica. O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 52 pontos em março, para 167,1 pontos, maior nível da série histórica.
Além de atingir patamar recorde, o indicador marcou a maior alta da série iniciada em 2000, ao superar em 18 pontos o salto de outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
“Sob influência da pandemia de coronavírus e seu impacto devastador sobre a economia nacional, o Indicador de Incerteza da FGV bateu dois recordes neste mês”, disse Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas da FGV.
SÃO PAULO – Rua 25 de março, em São Paulo, com o comércio fechado nesta sexta-feira (20) para evitar a propagação do novo coronavírus
Marcelo Brandt/G1
Ele observou que ainda é cedo para se prever um alívio para o indicador nas próximas semanas “face ao quadro indefinido quanto à evolução da doença no Brasil e ao impacto das medidas que vêm sendo anunciadas pelo governo para atenuar os efeitos da crise.”
Os dois componentes do IIE-Br subiram fortemente: o de Mídia, 48 pontos, para 161 pontos, contribuindo em 41,9 pontos para o comportamento do índice geral no mês. O componente de Expectativa, subiu 46,2 pontos, para 163,5 pontos, contribuindo em 10,1 pontos para a alta da incerteza.
Considerando-se a evolução em médias móveis semestrais, houve aumento de 8,4 pontos, para 120,6 pontos.
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