Impostômetro bate R$ 2,2 trilhões pela primeira vez, diz associação comercial


Até o final do ano, a estimativa é que total de impostos pagos pelos brasileiros chegue a R$ 2,388 trilhões. Impostômetro bate R$ 2,2 trilhões pela primeira vez, diz associação comercial
Reprodução
Os brasileiros já pagaram R$ 2,2 trilhões em impostos este ano. O valor foi atingido na manhã desta quinta-feira (6), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
É a primeira vez que o “Impostômetro”, instalado em 2005, atinge a marca. O valor corresponde ao total arrecadado por União, estados e municípios na forma de impostos, taxas e contribuições.
Até o final do ano, a estimativa é que a arrecadação total chegue a R$ 2,388 trilhões – um aumento nominal de 8,98% em relação a 2017, quando o total arrecadado ficou em R$ 2,172 trilhões. Descontada a inflação, a alta foi de 5,55%.
Segundo Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o crescimento do bolo tributário de um ano para outro reflete o reaquecimento da economia brasileira e a melhora do consumo após a crise, mesmo que em ritmo lento.
“Apesar de ter mais dinheiro nos cofres públicos, os serviços para a população brasileira ― segurança, saúde, educação ― não melhoram, o que transparece que o Estado precisa se ajustar pelo lado dos gastos, gerenciando-os melhor”, afirma em nota.
Carga tributária subiu para 32,4% do PIB em 2017, o maior índice dos últimos 4 anos
O Impostômetro
O impostômetro foi criado em 2005 e informa o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas que a população brasileira paga para a União, os estados e os municípios.
O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (www.impostometro.com.br). Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando com tributos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

https://g1.globo.com/economia

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