Governo diz ter encontrado 1.246 trabalhadores em condições análogas às de escravo neste ano

Segundo o Ministério do Trabalho, número se refere ao período de janeiro à primeira quinzena de outubro. Crescimento é de 93% em relação ao que foi registrado em todo 2017. O Ministério do Trabalho informou nesta quinta-feira (18) que seus auditores-fiscais encontraram 1.246 pessoas em situações análogas às de escravo entre janeiro e a primeira quinzena de outubro de 2018. O número, segundo o governo, é 93% maior do que o registrado em todo o ano passado (645 casos).
As informações sobre o combate ao trabalho análogo constam do Radar do Trabalho Escravo, da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), uma ferramenta de consulta pública aos resultados consolidados da inspeção do trabalho no Brasil.
De acordo com dados oficiais, Minas Gerais foi o estado em que foi encontrado o maior número de trabalhadores em situação análoga à de escravidão (754), seguido do Pará (129) e Mato Grosso (128).
As três atividades que mais registraram casos de trabalho escravo foram a criação de bovinos, o cultivo de café e a produção florestal (plantio de florestas), acrescentou o Ministério do Trabalho.
O governo informou ainda que, durante as operações, realizadas em 159 estabelecimentos, foram formalizados 651 trabalhadores, emitidas 601 guias de seguro-desemprego e pagos R$ 1,7 milhão em verbas rescisórias aos resgatados.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o meio urbano foi onde os fiscais mais encontraram situações de trabalhadores em situações degradantes (869); no rural foram 377 casos registrados.
O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky, avalia que o crescimento do número de trabalhadores encontrados em situação análoga à de trabalho escravo está ligado ao “planejamento eficiente” das ações de combate a essa prática ilegal.
“Foi dada prioridade ao planejamento prévio das ações, com incursão de auditores-fiscais de trabalho em operações de inteligência fiscal, a fim de delimitar espaço e tempo precisos para flagrar os ilícitos. Considerando as operações em andamento, já foi ultrapassado o número de resgatados no ano passado”, afirmou ele.
O Ministério do Trabalho lembrou que as denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas nas unidades do Ministério do Trabalho em todo país e também por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100).

https://g1.globo.com/economia

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