Governo da França pede substituição temporária de Ghosn no comando da Renault


Ministro das Finanças francês apelou por “governança interina” já que o executivo não é mais capaz de cumprir com suas funções. Carlos Ghosn foi preso nesta segunda-feira (19) no Japão, acusado de fraude fiscal. Carlos Ghosn, CEO da Renault, durante a apresentação dos resultados anuais da empresa, em Boulogne-Billancourt, na última sexta-feira (16)
Gonzalo Fuentes/Reuters
O governo da França pediu nesta terça-feira (20) por uma liderança interina na Renault, depois que o presidente da empresa, o brasileiro Carlos Ghosn, foi preso no Japão ontem. Além de presidente da Renault, ele também preside a Aliança Nissan-Renault, e também é presidente do conselho consultivo na Nissan. Ele foi acusado de fraude fiscal ao ter omitido ganhos das autoridades japonesas enquanto era presidente da Nissan, cargo que ocupou até o final do ano passado.
O ministro das Finanças francês Bruno Le Maire disse que pretende pedir ao conselho da Renault pela instauração de uma “governança interina” em uma reunião ainda nesta terça-feira. “Ele está incapacitado de comandar a empresa”, disse Le Maire a uma rádio francesa.
Entenda as acusações contra Carlos Ghosn
De acordo com Le Maire, o governo francês, que tem 15% das ações da Renault, não pretende retirar Ghosn do conselho consultivo da empresa, porque ainda não há condenação formal ou provas. Mas afirmou também que entrará em contato com o governo do Japão “para saber quais são as reais acusações” contra o executivo.
Veja a trajetória do executivo
A prisão de Ghosn e sua substituição na Renault, mesmo que temporariamente, preocupa investidores sobre o futuro da aliança entre Renault e Nissan. Ghosn era o principal pivô entre as duas empresas. Atualmente, a Renault controla 43,4% da Nissan, que tem 15% das ações na montadora francesa.
Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn
Fernanda Garrafiel/G1
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