Funcionários do Google em todo o mundo protestam contra assédio sexual

Protesto foi motivado após uma reportagem apontar que um alto executivo da companhia havia sido protegido e recebido um bônus quando deixou o Google. Empregados do Google em todo o mundo deixaram os escritórios da empresa nesta quinta-feira (1º) em protesto contra a maneira que a empresa lida com casos de assédio.
Cerca de 150 pessoas participaram da manifestação na Índia, onde o Google tem mais de 2 mil funcionários em cidades como Délhi, Mumbai, Bangalore e Hyderabad. Lá, o protesto aconteceu antes que os funcionários da empresa fossem trabalhar nos Estados Unidos.
Por aqui, funcionários se reuniram no térreo do prédio onde fica o Google no Brasil, na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Eles se concentraram para conversar e debater o tema do assédio.
Em nota, enviada ao G1 por um porta-voz da empresa, Pichai afirma que o Google já sabia das atividades planejadas para hoje que os funcionários teriam suporte para participar se quisessem. “Funcionários já trouxeram ideias construtivas de como podemos melhorar nossas políticas e processos no futuro. Nós estamos aceitando todo esse feedback para podermos transformar essas ideias em ação.”
Chamado de “Google Walkout”, o protesto acontece após uma reportagem do jornal “New York Times” mostrar que a empresa protegeu Andy Rubin, um alto executivo diretor do sistema Android, acusado de assédio.
Ele deixou a empresa com um bônus de US$ 90 milhões. Após a veiculação da reportagem, o presidente do Google, Sundar Pichai, enviou um e-mail aos funcionários da empresa, prestando contas sobre as providências que o Google já tinha tomado em casos de assédio.

https://g1.globo.com/economia

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