Foco de peste suína clássica é encontrado no Ceará


Doença foi encontrada em propriedade sem vínculo com estabelecimentos comerciais; vírus não afeta humanos. Foco de peste suína encontrado no Ceará não afetará comércio de carne e derivados
Edgard Garrido/Reuters
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) confirmou no último sábado (6) um foco de peste suína clássica (PSC) em Forquilha, no Ceará. De acordo com o órgão, a doença foi encontrada em uma propriedade familiar de subsistência sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de porcos. A descoberta foi divulgada na segunda-feira (8).
A cidade está a mais de 500 quilômetros distante da divisa com a zona livre da doença no Brasil, reconhecida pela Organização Nacional de Saúde Animal (OIE), segundo o MAPA, e não haverá impactos no comércio de suínos e derivados.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçou em nota que não há riscos de disseminação da doença para a produção nacional e que não há fluxo comercial de suínos partindo do Ceará para o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país.
Os porcos contaminados estão sendo sacrificados e destruídos e as propriedades situadas no raio de 10 quilômetros em torno do foco estão sendo investigadas.
Segundo o Mapa, a zona livre da peste suína clássica concentra mais de 95% de toda a indútria e 100% da exportação de suínos brasileira. Ela é integradas por 16 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Tocantins, Pará, Rondônia e Acre), além do Distrito Federal. Nesses locais, o último foco da doença foi detectado em 1998.
Também conhecida como cólera suína, a peste é uma doença viral contagiosa que afeta somente suínos domésticos e selvagens, sem riscos à saúde humana e outras espécies animais. Ela é diferente da peste suína africana, que tem afetado a produção na Europa e Ásia. Esta última é mais agressiva e tem maior capacidade de difusão, segundo a ABPA.
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