Firjan estima que PIB do RJ cresceu 1,5% em 2019

Ainda assim, retomada é lenta e soma de pessoas desempregadas e desalentadas (que desistiram de procurar trabalho) chega a 5 milhões. PIB do estado cresceu 1,5% em 2019, afirma Firjan
O RJ2 teve acesso à estimativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Firjan, para o Produto Interno Bruto (PIB) do estado em 2019. Segundo a previsão exibida nesta quinta-feira (5), o RJ cresceu 1,5% no ano passado. Ainda assim, o cenário para o futuro ainda é incerto.
O resultado significa que o Estado do Rio teve o maior crescimento do PIB do país, em comparação com outros estados.
Se avaliado o histórico, em 2105 o resultado foi ruim, reflexo da recessão nacional. No ano seguinte, houve uma piora. O crescimento só voltou ao RJ em 2018. E, no ano passado, segundo o estudo da Firjan, o crescimento foi um pouco maior.
Contribuindo para esse resultado está a indústria extrativa mineral, na qual está o setor de petróleo e gás, que foi o que mais contribuiu, com crescimento de quase 9%. O petróleo, entretanto, movimenta muito dinheiro, mas não emprega muita gente.
A indústria da transformação, que pode oferecer muito mais vagas, caiu 1,1%. A construção civil e o setor de serviços – o que mais emprega – cresceram timidamente.
Em geral, a Firjan sinalizou que a economia fluminense voltou a crescer, mas devagar. E o crescimento não é espalhado.
Segundo o economista Marcel Balassiano, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), é preciso atenção para o fato de o setor de serviços no estado ainda estar 20% abaixo do melhor período já registrado, em junho de 2014.
Um dos efeitos disso é um massivo desemprego. Também é preciso considerar que, somados desalentados – quem desistiu de procurar trabalho – o RJ tem 5 milhões de trabalhadores em situação precária.
A avaliação geral é que o povo fluminense vai depender muito do que acontecer lá fora: na China e nos Estados Unidos, por exemplo. E também do que vai acontecer no país e no estado.
No próximo mês, o Supremo Tribunal Federal julga a ação que redistribui os royalties do petróleo. Dependendo do resultado, o Rio pode perder bilhões de reais.
“O primeiro fator de risco são as reformas que estão em nível federal. A gente fala em reforma administrativa e tributária. Essas reformas são importantes pra mostrar o direcionamento da economia, e também a gente precisa entender qual vai ser o efeito do coronavírus pra economia brasileira”, analisou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

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