FAO pede proteção das abelhas, 'aliadas-chave' na luta contra a fome


No ‘Dia Mundial da Abelha’, órgão diz que nais de 75% das culturas que alimentam o mundo dependem de alguma forma da polinização de insetos e outros animais Dia Mundial das Abelhas é celebrado nesta segunda-feira (20)
Prakash Singh/AFP
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu nesta segunda-feira (20) às autoridades e governos de todos os países do mundo para proteger as abelhas, “aliadas-chave na luta contra a fome”.
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Por ocasião do Dia Mundial da Abelha, a FAO pediu, de sua sede em Roma, “redobrar os esforços” em face do preocupante declínio mundial das populações de abelhas.
“É uma ameaça para uma grande variedade de plantas”, alertou a entidade.
Mais de 75% das culturas que alimentam o mundo dependem de alguma forma da polinização de insetos e outros animais, por isso sua ausência pode terminar com café, maçãs, amêndoas, tomates e cacau, explicou a FAO.
Segundo os especialistas da agência especializada das Nações Unidas, a quantidade de abelhas e outros polinizadores “está sendo reduzida em muitas partes do mundo devido, em grande parte, a práticas agrícolas intensivas, monocultura, uso excessivo de produtos químicos agrícolas e temperaturas mais altas associadas às mudanças climáticas”.
Segundo a FAO, o desaparecimento de frutas, nozes e muitos vegetais é temido porque eles são substituídos por culturas básicas, como arroz, milho e batata, o que poderia levar a uma dieta desequilibrada.
Para sensibilizar as autoridades de todos os continentes, a entidade organizou nesta semana uma conferência em Roma sobre o tema e criou em 2017 o Dia Mundial da Abelha.

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