Facebook bane Alex Jones e outros extremistas dos EUA de suas plataformas


Personalidade da extrema-direita americana, Jones é acusado de propagar teorias da conspiração e discurso de ódio. Ele já tinha sido alvo da rede social no ano passado. Alex Jones em 2016
REUTERS/Lucas Jackson/File Photo
O Facebook anunciou nesta quinta-feira (2) que bloqueou extremistas norte-americanos de suas redes. Um deles foi Alex Jones, personalidade da extrema-direita e criador do programa “Infowars”, acusado de divulgar teorias da conspiração e propagar discurso de ódio.
“Nós sempre banimos indivíduos e organizações que promovam ou se envolvam com violência ou ódio, independentemente da ideologia”, disse o Facebook em comunicado. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após um longo processo de avaliação de violadores em potencial.
Além de Jones, foram banidos Louis Farrakhan, líder do movimento americano Nação do Islã, frequentemente criticado por discurso antissemitista, Milo Yiannopoulos, outra personalidade da extrema-direita americana, entre outros.
Jones já tinha tido conteúdo barrado pelo Facebook em agosto passado, além do YouTube, Apple e Spotify. Mas mantinha presença no Instagram, plataforma que também pertence à empresa de Mark Zuckerberg.
Entre as histórias falsas propagadas pelo apresentador estão:
O show de Lady Gaga no Super Bowl, a final do futebol americano, em 2017, teria sido, segundo ele, um ritual satânico disfarçado.
Bill Gates teria, de acordo com Alex, o objetivo secreto de eliminar outras raças e implantar um sistema de eugenia baseado em Adolf Hitler.
O governo dos EUA, principalmente quando sob o comando de Obama, seria capaz de manipular o clima para transformá-lo em arma. O Furacão Sandy teria sido criado pelo governo com ondas eletromagnéticas.
Ele também ajudou a espalhar a falsa teoria do “pizzagate”, segundo a qual Hillary Clinton e outros políticos teriam uma rede pedófila que matava e abusava de crianças.
Vários ataques recentes teriam sido orquestrados pelo governo e o FBI, como os de 11 de setembro, Maratona de Boston e Boate Pulse. Ele diz que as crianças do massacre da escola Sandy Hook eram, na verdade, atores mirins.
Em março último, o Facebook anunciou que baniria nacionalismo e separatismo branco da rede social. “Está claro que esses conceitos estão profundamente ligados a grupos de ódio organizados e não têm espaço nos nossos serviços”, disse Facebook, na época.

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