Exportação de carne suína do Brasil cresce 41% em maio, puxada pela China

País enfrenta surto de peste suína comprou 51% mais do que em maio do ano passado. Vietnã, que também tem focos da doença, ampliou importações em 7.000%. Com surto de peste suína, China passou a importar mais carne de porco do Brasil

As exportações de carne suína do Brasil cresceram 41% em maio, puxadas pela demanda da China, que enfrenta um surto de peste suína africana. Foram 67,2 mil toneladas embarcadas, contra 47,7 mil em igual mês do ano passado. Os números são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e englobam tanto produtos in natura quanto processados.

Em receita, as vendas atingiram US$ 143,8 milhões, alta de 54,6% sobre os US$ 93 milhões registrados em maio do ano passado.
A China disparou entre os destinos das exportações brasileiras e comprou 21,1 mil toneladas em maio, o equivalente a 31,9% do total de embarques. O volume é 51% maior na comparação anual.

“A questão sanitária vivida pela produção chinesa dá sinais mais fortes no ritmo de importações. A fatia da participação chinesa nas exportações brasileiras é a maior já registrada”, explicou Francisco Turra, presidente da ABPA, em nota enviada à imprensa.
Analistas estimam que o país asiático pode perder até 200 milhões de porcos por conta da doença, provocando uma drástica diminuição da oferta local de carnes.

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O Vietnã, outro mercado em que foram encontrados focos de peste suína, aumentou as compras de carne de porco do Brasil em 7.000% em maio, de 26 toneladas há um ano para 1,82 mil toneladas.

O Chile também praticamente dobrou as importações em relação a maio do ano passado, para 4,1 mil toneladas, aumento de 99%.
“Outros mercados relevantes para o Brasil, como Hong Kong (+1%), Angola (+75%), Uruguai (+68%) e Argentina (+54%) também incrementaram suas compras em maio”, disse em nota Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

No acumulado do ano, as exportações de carne suína chegaram a 282,9 mil toneladas, aumento de 16,3% sobre o igual período de 2018, quando foram vendidas 243,3 mil toneladas.

Em valores, os embarques somaram US$ 562 milhões, número 11,9% maior que os US$ 502,2 milhões registrados nos cinco primeiros meses de 2018.
“A ampliação do saldo acumulado entre janeiro e maio indicam, também, um fechamento de semestre com previsão positiva para os embarques de carne suína”, reforçou Santin.

https://g1.globo.com/economia

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