EUA vendem mais 300 mil toneladas de soja à China para entrega em 2018/19


Na véspera, Departamento de Agricultura americano já tinha confirmado a venda de mais 1,13 milhões de toneladas do grão ao país asiático. Brasil deve fechar 2018 com uma exportação recorde de 82,5 milhões de toneladas de soja
Divulgação
Exportadores dos Estados Unidos relataram nesta sexta-feira (14) vendas de 300 mil toneladas de soja para entrega à China no ano comercial de 2018/19, em mais um sinal de aquecimento de negócios entre os dois países após a trégua na guerra comercial.
As exportações foram confirmadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Na véspera, exportadores norte-americanos já haviam informado vendas de 1,13 milhão de toneladas da oleaginosa para a China, as primeiras significativas em mais de seis meses.
O USDA informou ainda exportações de 130 mil toneladas de soja para destinos não revelados no ano comercial de 2018/19. Para a mesma temporada, foram relatadas vendas de 125 mil toneladas de milho para o Japão.
Impacto no Brasil
Em substituição à soja que antes vinha dos EUA, a China passou a comprar mais grãos brasileiros durante a guerra comercial.
Por conta disso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o país deve fechar 2018 com uma exportação recorde do produto: 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado.
Só em novembro, foram embarcadas 4,9 milhões de toneladas de soja, sendo 97% para o gigante asiático, segundo a Anec.
No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6% ante igual intervalo de 2017. Do total, 82% foram para a China.
Nesta sexta (14), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Brasil está preparado para uma eventual redução da demanda chinesa pela soja nacional em face da retomada das negociações com os Estados Unidos.
“Está absolutamente preparado… A retirada do imposto lá pela China para soja americana não vai influenciar nada. O mercado vai voltar ao patamar que estava antes ou muito próximo”, disse Maggi a jornalistas, em conferência de imprensa para fazer uma balanço de sua gestão.
A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), porém, estima queda no preço da soja e exportação de menores volumes em 2019, diante das expectativas de que a China volte ao mercado americano.
Para 2018, a previsão da AEB é de que os embarques do grão gerem receitas de US$ 32,8 bilhões, contra US$ 27 bilhões no ano que vem, queda de 17,8%.

https://g1.globo.com/economia

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