'Empresas-filhas' da Unicamp faturam R$ 4,8 bilhões em um ano e abrem 1,2 mil empregos diretos


Balanço divulgado pela Agência Inova, nesta quarta-feira (24), também indica registro de novas companhias. Tecnologia da informação, consultoria e engenharia estão entre principais áreas. Dados de ‘empresas-filhas’ da Unicamp foram divulgados nesta quarta-feira pela Inova
Janaína Fiuza
As “empresas-filhas” da Unicamp faturaram R$ 4,8 bilhões desde outubro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (24) pela Agência de Inovação (Inova). O resultado significa aumento um de 60% sobre os R$ 3 bilhões contabilizados no balanço de 2017, e indica saldo equivalente a 85% dos R$ 5,6 bilhões em receitas que integram o orçamento de Campinas (SP).
O levantamento mostra que 101 novas companhias foram registradas durante o período avaliado. Neste momento estão ativas 604, enquanto que no mesmo período do ano anterior eram 485.
“É um resultado extraordinário, um faturamento que representa 2,5 vezes o orçamento da Unicamp, apesar da crise. A maior parte delas está baseada em inovação, respostas de alta tecnologia, abertas ao mercado mundial. Por isso, estão um pouco mais imunes e os números são animadores”, destaca o diretor-executivo da Inova, Newton Frateschi, ao destacar que parte considerável do resultado é decorrente do crescimento de empresas que já existiam.
De acordo com a Inova, 85% das “empresas-filhas” foram criadas por alunos ou ex-alunos da universidade; enquanto as demais foram desenvolvidas por docentes ou funcionários, empresas que tenham como atividade principal uma tecnologia licenciada da Unicamp, ou companhias incubadas ou graduadas pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp).
Os indicadores também refletiram em na geração de 1,2 mil empregos diretos. O total de postos contabilizados subiu de 28,8 mil para 30 mil, diferença equivalente a 4,1%, destaca a agência.
“Para avançarmos, estamos criando uma plataforma para que uma empresa possa conversar com a outra, até 2019 vamos implementar”, frisou Frateschi sobre o objetivo de gerar novos negócios.
Características
Considerando-se “empresas-filhas” ativas no mercado, as áreas de atuação estão divididas entre:
Tecnologia da informação – 202;
Área de consultoria – 149;
Engenharia – 111
Restante – 142 (inclui educação, alimentos e bebidas, saúde/bem-estar, energia, marketing, tecnologias verdes, telecomunicações, biotecnologia, química, agricultura e saúde animal)
De acordo com a Inova, 30% das empresas atuam no mercado internacional, das quais 71,8% delas com exportações e 11,4% com escritório ativo em outros países.
A Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) ó origem de 20,4% das companhias, a maior parcela; enquanto que na sequência aparece o Instituto de Computação (IC), com 17,7%.
Sobre a localização das empresas, 95% estão no Sudeste, 2,1% no Sul, 1,5% no Centro-Oeste, 1% no Nordeste e 0,3% no Norte. Considerando-se apenas o estado de São Paulo, 47% mantêm sede em Campinas (SP), 6% na Região Metropolitana (RMC), 11% na capital e 24% em outras cidades.
“Isso tem a ver com o próprio fator de fomento, há um ecossistema empreendedor da universidade. É natural e quase uma evidência do papel da Unicamp”, ressalta o diretor.
Ex-alunos fundadores das empresas-filhas são convidados a participar do grupo Unicamp Ventures, uma rede de relacionamento e colaboração entre empreendedores ligados à universidade.
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