Empresas de transporte rodoviário pedem ajuda do governo contra crise do coronavírus

Associação alerta para queda de 60% na demanda por passageiros. Governo deve anunciar nesta quarta-feira medidas para ajudar as companhias aéreas. Com queda na demanda estimada em 60%, as empresas de transporte rodoviário de passageiros querem ajuda do governo para enfrentarem a crise decorrente da pandemia do coronavírus.
Em nota, a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), que representa empresas de transporte interestaduais, propôs a suspensão por seis meses da cobrança do PIS-Cofins e de impostos que incidem sobre o óleo diesel, além da desoneração da folha de pagamento.
A proposta das empresas é semelhante à que vem sendo sugerida pelas empresas do setor aéreo, que vêm sofrendo com os cancelamentos de voos nacionais e internacionais.
O governo deve anunciar nesta quarta-feira (18) uma série de medidas para ajudar as companhias aéreas. A previsão é de que o elas sejam liberadas de pagar PIS-Cofins e contribuição previdenciária pelos próximos três meses.
O governo também vai permitir que o reembolso a passageiros que cancelarem viagens seja feito em 12 meses, e não de imediato, como é hoje.
Covid-19: companhias aéreas vivem momento de incerteza devido a cancelamentos
A Anatrip destacou que o colapso das transportadoras afetará 80 milhões de usuários de baixa renda.
“A Anatrip calcula que, caso as transportadoras não resistam à crise, 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos estarão em jogo, pois a experiência desses primeiros dias, desde quando a proliferação dos casos aumentou no país, já indica uma retração de 60% na demanda de passageiros”, afirma a associação na nota.
Viagens internacionais
Hoje a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) informou que suspendeu o transporte rodoviário internacional de passageiros.
A proibição, segundo resolução da ANTT, vale para o transporte de fretamento e semiurbano em região de fronteira, realizada por empresas brasileiras e estrangeiras.
Em nota, a agência informou ainda que permitiu a redução de frequência de horários em rotas nacionais por causa da “contingência que o país está atravessando” em decorrência da crise provocada pelo coronavírus.

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