Eleição de Bolsonaro deve reduzir volatilidade, mas reformas continuam incertas, diz Moody's

Segundo a agência de classificação de riscos, vitória do candidato do PSL deve melhorar sentimento dos consumidores, mas Congresso fragmentado ainda é risco para reformas.  A agência de classificação de risco Moody’s disse nesta segunda-feira (29) em relatório que a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) deve “melhorar o sentimento dos investidores e reduzir a volatilidade cambial”, mas que as reformas permanecem incertas por conta do Congresso fragmentado.
“Os investidores têm a percepção de que ele provavelmente buscará políticas pró-mercado, beneficiando vários setores da economia”, afirmou a vice-presidente da Moody’s Samar Maziad.
O dólar abriu esta segunda-feira abaixo de R$ 3,60, no menor patamar desde maio.
A Moody’s afirmou ainda que os detalhes da política econômica do presidente eleito ainda não estão claros e precisam ser conhecidos, “uma vez que o gasto fiscal, a reforma da Previdência e o apoio político no Congresso serão desafios para 2019 e além”.
“Embora esperemos uma continuidade das políticas públicas, a capacidade de construir apoio no Congresso para aprovação das reformas fiscais ainda não foi testada”, emendou Samar.
‘Ruído’
O relatório da Moody’s destacou que a retórica da campanha de Bolsonaro “sugere que ele pode confrontar o modo de funcionamento das instituições brasileiras”, o que cria “ruído” no processo político.
“A capacidade de sustentar o momento político favorável e o apoio do Congresso ainda precisam ser comprovados”, diz o texto.

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