Economistas das campanhas de Bolsonaro e Haddad participam de debate em SP

Representante da campanha de Bolsonaro fala em crescimento de 3,5% em 2019; assessor de Haddad defende a retomada de obras públicas para a geração de emprego. Os economistas Carlos Alexandre da Costa, assessor da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), e Guilherme Mello, da campanha de Fernando Haddad (PT), participaram nesta segunda-feira (22) de um debate em São Paulo sobre as propostas para o próximo governo. O encontro foi promovido pela rádio Jovem Pan.
Veja abaixo os principais temas debatidos pelos economistas:
Economia em 2019
O economista Carlos Alexandre da Costa defendeu reduzir o peso do estado e da carga tributária para acelerar o crescimento. “Os gastos públicos cresceram assustadoramente.”
Ele disse que um eventual governo Bolsonaro deve trazer estabilidade para a economia e que o PIB pode crescer 3,5% em 2019.
O economista Guilherme Mello diz que o Brasil tem um potencial para crescer em 2019, “mas não haverá soluções mágicas”.
Ele avalia que a principal estratégia do governo deve ser a retomada de obras parada para a retomada do emprego e crescimento e a renegociação de dívida das famílias e das empresas.
Contas públicas
Costa, da campanha de Bolsonaro, prometeu o fim de déficit primário para 2019, já no primeiro ano de um eventual governo Bolsonaro.
A equipe do candidato do PSL avalia que a proposta é factível diante da possibilidade de privatização da Eletrobras, da revisão da cessão onerosa e da melhora do crescimento econômico – que pode aumentar a arrecadação. Há duas semanas, no entanto, Bolsonaro afirmou que a privatização não deve atingir o setor de energia elétrica, do qual a Eletrobras faz partte.
Mello, da campanha de Haddad, diz que o objetivo é reverter a trajetória de crescimento da dívida pública até o fim do próximo mandato.
A melhora das contas públicas, segundo Mello, virá com o fortalecimento da renda e do emprego, que devem melhorar a arrecadação. Ele também defendeu a revisão de desonerações.
Mercado de trabalho
O economista da campanha de Bolsonaro trabalha com a expectativa de criar 10 milhões de empregos nos próximos 4 anos diante da expectativa de melhora do ambiente para investimento.
Já o assessor de Haddad diz que o grande vetor da geração de emprego será a retomada das obras públicas que estão espalhadas pelo país.

https://g1.globo.com/economia

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