Dólar sobe após quatro dias de queda e volta a passar de R$ 5,20


Na quinta-feira, moeda teve queda de 0,95%, vendida a R$ 5,0926. O dólar opera em alta nesta segunda-feira (13), retomando os negócios após o feriado da sexta-feira de olho nas consequências econômicas da pandemia de coronavírus ao redor do mundo.
Às 11h40, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2033, em alta de 2,18%. Veja mais cotações.
Na quinta-feira, o dólar fechou em queda pelo quarto dia seguido, ficando abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez desde 26 de março. Com recuo de 0,95%, a moeda encerrou o dia vendida a R$ 5,0926. Na semana, a moeda acumulou queda de 4,41%. No ano, no entanto, a valorização acumulada ainda é de 27%.
Cenários interno e externo
Está programada para esta segunda a apreciação da proposta de emenda constitucional (PEC) do “Orçamento de Guerra” no Senado e o auxílio a Estados na Câmara dos Deputados. Os dois eventos devem ser acompanhados de perto pelos agentes, que se mostram atentos à situação fiscal do Brasil.
A PEC do “Orçamento de Guerra” está no centro das atenções influencia o mercado de juros, tendo em vista que o projeto inclui a possibilidade do Banco Central (BC) comprar títulos públicos e privados. A perspectiva de aprovação da proposta tem dado algum alívio à curva de juros e impedido uma forte elevação das taxas de longo prazo, diante de comentários do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que pretende desinclinar a curva para dar mais apoio à economia. No entanto, alterações que o Senado pode fazer na proposta estão no radar dos agentes.
Com uma queda forte da atividade econômica prevista para este ano, os agentes continuam a ver juros mais baixos e por um período prolongado. No Boletim Focus, os economistas Top 5 de médio prazo já mostram a Selic a 2,75% no fim deste ano e a 4% em 2021. Considerando a mediana do mercado, a taxa básica de juros encerraria este ano em 3,25% e em 4,5% no ano que vem.
Apesar disso, alguns agentes continuam a ver com cautela o cenário para a política monetária. Em carta, a BTG Pactual Asset Management nota que o BC demonstrou estar preocupado com possíveis “pautas bomba” e com gastos que podem ser aprovados no Congresso, o que poderia atrapalhar a perspectiva de estabilização da dívida pública no médio e no longo prazo. Para os gestores, esse cenário, consequentemente, poderia aumentar a inclinação da curva de juros.
“Projetamos IPCA de 2% em 2020 e 2,5% para 2021. Esse cenário seria consistente com quedas adicionais de juros, mas a comunicação do Copom sugere cautela”, diz a gestora, que também vê uma queda de 5% do PIB neste ano.
No fim de semana, os principais produtores de petróleo concordaram com o maior corte de produção de todos os tempos, mas os preços do petróleo eram pressionados por preocupações de que isso não seja o suficiente para combater o excesso de oferta, à medida que a crise da saúde que afeta a demanda..
Dólar – 09.04.2020
Economia G1

Deixe uma resposta

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.