Dólar oscila com dados de desemprego nos EUA e à espera de PIB da China


Na quarta-feira, moeda norte-americana subiu 1,03%, negociada a R$ 5,2420. Após um início de negócios em queda, o dólar oscila nesta quinta-feira (16), depois que dados relacionados a desemprego nos Estados Unidos vieram em linha com as expectativas, mesmo enquanto sinais iniciais de que alguns países começarão a reabrir suas economias em breve ajudavam a elevar os ânimos dos mercados. Os analistas aguardam ainda os dados sobre o crescimento da economia da China no primeiro trimestre, esperados para esta noite.
Às 13h34, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2578, em alta de 0,32%. Veja mais cotações.
Nesta quinta-feira, o Banco Central anunciou leilão de swap cambial tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em junho de 2020 e janeiro de 2021. O BC vendeu todo o lote ofertado.
A autarquia também vendeu nesta quinta-feira todos os 13.980 contratos de swap cambial disponibilizados em leilão de rolagem do vencimento maio.
Na quarta-feira, o dólar teve alta de 1,03%, e fechou vendido a R$ 5,2420. No mês, a moeda acumula leve alta, de 0,89%. No ano, o avanço é de 30,73%.
Cenário externo
A China divulgará dados de atividade e do PIB do primeiro trimestre na sexta-feira (noite de quinta no horário de Brasília).
Pesquisa da Reuters mostrou que a crise de saúde pelo novo coronavírus provavelmente levou a economia da China a seu primeiro declínio no primeiro trimestre desde pelo menos 1992, aumentando a pressão para que autoridades façam mais para restaurar o crescimento já que as perdas de empregos ameaçam a estabilidade social.
“Embora o mercado já esteja esperando o choque na atividade econômica do primeiro trimestre, a difícil realidade do desemprego das empresas vai pressionar os preços das ações”, disseram analistas da Everbright Securities em nota.
Nos EUA, mais 5,2 milhões de norte-americanos solicitaram auxílio-desemprego na semana passada, elevando o total de pedidos pelo benefício no último mês para acima de 20 milhões, em mais um sinal da profunda crise econômica causada pelo surto do novo coronavírus.
Apesar do número chamativo, “os dados do desemprego vieram bem próximos da expectativa, e isso foi bem-aceito pelo mercado”, disse à Reuters Jefferson Laatus, sócio e fundador do grupo Laatus.
Enquanto isso, alguns países da Europa, como Itália e Espanha, estão começando a apresentar sinais de desaceleração da curva de contágio do coronavírus, o que pode abrir espaço para relaxamento nas quarentenas.
Analistas também citaram expectativa em relação a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, que deve apresentar nesta quinta-feira “novas orientações” para a reabertura da economia dos EUA.
“Por enquanto, há um momento de tranquilidade”, disse Jefferson Laatus. “O mercado está se agarrando a isso, a qualquer dado que sinalize uma melhora no cenário.”
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Economia G1

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