Dólar opera em queda em dia positivo nos mercados


Na sexta, moeda norte-americana bateu novo recorde, encerrando o dia vendida a R$ 5,2652. O dólar opera em queda nesta segunda-feira (6), dia mais positivo nos mercados externos, incentivados pela esperança de que o pico da epidemia do novo coronavírus seja atingido em breve, uma vez que os países mais afetados da Europa registram uma queda no número de mortes.
Às 9h19, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2902, em queda de 0,70%. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, o dólar engatou o sexto dia seguido de alta, subindo 1,18%, a R$ 5,3274, novo recorde nominal de cotação (sem considerar a inflação). Foi a sétima semana consecutiva de valorização na cotação da moeda, que acumulou alta de 4,38%. No ano, a alta é de 32,86%.
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Cenário interno
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC do “orçamento de guerra”, que separa do orçamento principal os gastos com o enfrentamento da crise do coronavírus.
Cenário externo
Espanha, Itália e França registraram no últimos final de semana uma esperançosa redução no número de mortos devido à pandemia da COVID-19, que já matou mais de 70.000 pessoas em todo o mundo.
“Os mercados europeus estão (…) focados” em um certo otimismo gerado “pela diminuição da taxa de mortalidade pelo coronavírus”, aponta o analista Naeem Aslam, da AvaTrade, segundo a France Presse. “Os investidores reagiram positivamente aos informes de uma desaceleração no número de mortos na Itália e na Espanha”, disse Yoshihiro Ito, especialista da Okasan Online Securities, em nota informativa. “Mas ainda não está claro se o surto será contido”, acrescentou.
De fato, no Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe está se preparando para declarar estado de emergência em algumas partes do país, incluindo Tóquio, onde o número de infectados continua a aumentar.
No entanto, “os mercados adotam um tom mais otimista, porque certos governos determinaram que a Páscoa marcará o início de um alívio dos confinamentos”, assegura Jasper Lawler, analista do London Capital Group. “Os investidores veem isso como o sinal precursor de uma saída do túnel da paralisia econômica”, acrescenta ele.
Mas a semana se anuncia muito difícil para os Estados Unidos, onde o desemprego subiu para 4,4% e 700.000 empregos foram destruídos, o que terá um impacto em todo o planeta em geral e nos mercados em particular.
Para Tangi Le Liboux, estrategista da corretora Aurel BGC, “uma nova fase do ioiô”, com altos e baixos, parece se anunciar para os mercados. Além disso, “o fim do confinamento será longo e trabalhoso e não é absolutamente certo que a economia retorne ao nível pré-crise, mesmo por meses, se o vírus continuar a circular”, acrescenta.
Dólar 03.04.20
Economia G1

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