Disputa eleitoral não sugere ameaças ao setor de óleo e gás, diz diretor-geral da ANP


Segundo Décio Oddone, ‘não há mudanças radicais a caminho’ para o setor, indiferente do resultado das urnas. ‘Sem nervosismo nessa hora’, sugeriu. O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), Décio Oddone, disse nesta terça-feira (16) que a disputa eleitoral não sugere nenhum tipo de ameaça ao setor de óleo e gás no Brasil. Ele descartou a possibilidade de qualquer um dos candidatos promover “mudanças radicais” quando eleito.
Perspectivas para o setor de óleo e gás são positivas, dizem especialistas
“Eu não sinto nenhum sintoma de que venha algo desruptivo, nenhum sintoma de que tenha mudanças radicais a caminho. Eu não vi nenhuma declaração de ninguém no sentido de desestabilizar o setor”, disse Oddone a jornalistas após participar de debate promovido pelo Financial Times, no Rio de Janeiro, sobre o mercado de commodities.
Diretor-geral da ANP, Décio Oddone.
Daniel Silveira/G1
Oddone ponderou que ambos os candidatos que disputam o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) “começaram a moderar os seus discursos” após o resultado do primeiro turno em relação ao futuro da Petrobras o que, para ele, é “natural” da disputa.
O petista sugere maior fortalecimento da estatal, enquanto o ex-capitão, estimulado pelo economista Paulo Guedes, tem mostrado uma visão mais liberal. “Ninguém fala em rompimento de contratos e ninguém fala em desrespeito ao que está assinado. Isso é uma tranquilidade”, enfatizou Oddone.
O diretor da ANP defendeu que não haja “nervosismo nessa hora”, enquanto a disputa eleitoral ainda está em jogo. “As coisas estão caminhando bem no Brasil, os resultados estão vindo. Não vejo porque haja esse grau de ansiedade”, disse.

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