Dia das Crianças: variação de preço no mesmo brinquedo chega a 110,82% em Campinas


Procon afirma que pesquisa é a melhor ferramenta para o consumidor na hora de comprar os presentes. Variação de preço de presentes no Dia das Crianças chega a 110,82% em Campinas (SP)
Luciano Machado/EPTV
Uma pesquisa realizada pelo Procon de Campinas (SP) apontou que o preço de um mesmo brinquedo pode ter variação de 110,82% neste Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. A diferença mais alta foi verificada em uma massa de modelar, da mesma marca, que apresentou valores entre R$ 37,90 e R$ 79,90.
De acordo com Francisco Togni, assessor da diretoria do Procon de Campinas, essa variação acontece pela localidade da loja, quantidade de produtos que ela negocia com o fabricante e das facilidades que ela vai oferecer ao consumidor.
“Ela [loja] pode abaixar o preço de forma a servir como um chamariz para o consumidor, mas compensar em outros produtos. Este percentual demonstra que o consumidor deve pesquisar de fato”, conta.
Para realizar esta compra da maneira que melhor se adeque à economia familiar e do bolso, Togni explica que o consumidor tem hoje diversas ferramentas às mãos. “Tendo a referência do produto que quer comprar, a pessoa deve usar pesquisas dos órgãos de defesa do consumidor ou, se tiver acesso à internet, buscar a diferença para ter um parâmetro de preço médio”.
“Em situações como essa, uma data festiva, a melhor arma do consumidor é a pesquisa, seja pela internet ou ‘batendo perna’ mesmo”, afirma o assessor do Procon.
O assessor explica ainda que esta atitude do mercado não é considerada ilegal. “Existe a livre iniciativa, ou livre mercado. O que faz de fato ele oscilar é a oferta e a procura. Não há um tabelamento, existem outros requisitos para se identificar uma abusividade de preços”.
Segundo Togni, com a pesquisa do Procon, o consumidor passa a incentivar o mercado a oscilar e praticar melhores preços. “Ele pode verificar os produtos que foram pesquisados e identificar se compensa o custo-benefício para ir até o local, ou se consegue negociar um desconto maior no momento que for pagar”.
“O Procon recomenda que o consumidor identifique o que quer comprar. Diversas reclamações mostram que ele não tem um parâmetro específico do que quer adquirir, então acaba sendo ludibriado por ofertas que na verdade não existem”, conta Togni.
Consumo consciente
A Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) informou nesta semana que o valor médio do presente para o Dia das Crianças em 2018 deve ser de R$ 140, uma alta de 4,1% sobre 2017.
O Procon recomenda que os pais tenham uma conversa sadia com os filhos antes de fechar a compra. “Muitos [pais] passam por dificuldade financeira, então devem pedagogicamente falar com a criança, buscar alternativas e tentar, de certa forma, fazer com que ela já cresça pensando na economia doméstica”, afirma Togni.
No próprio site do órgão, conta o assessor, é possível encontrar dicas para que os pais demonstrem, de forma lúdica para a criança, que o consumo faz parte da sociedade, mas que “é necessário fazer isso com consciência”.
Se for comprar pessoalmente ou pela internet, o Procon recomenda guardar todos os documentos da aquisição e verificar a política de troca, além de buscar sempre por um certificado do Inmetro. “Às vezes o presente chega embalado e a criança, quando vai usar ou ligar, acaba encontrando um problema”, finaliza.
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