Cotação do dólar: 03.10.18

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 2,09%, vendida a R$ 3,9333 – menor valor desde 17 de agosto, quando a moeda terminou cotada a R$ 3,9146. O dólar opera em queda nesta quarta-feira (3), após fechar em forte queda no dia anterior, abaixo de R$ 4, com os investidores ajustando suas posições com o cenário eleitoral.
Às 9h08, a moeda norte-americana caía 1,86%, vendida a R$ 3,8610. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 2,09%, vendida a R$ 3,9333 – menor valor desde 17 de agosto, quando a moeda terminou cotada a R$ 3,9146.
Após a divulgação da pesquisa Ibope na segunda-feira, as atenções dos investidores se voltaram para os números do Datafolha previstos para o início da noite da terça-feira e entrevistas com candidatos realizadas no mesmo dia.
Perspectivas
A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 caiu de R$ 3,90 para R$ 3,89 por dólar, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado na segunda. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar.
Desde agosto, o dólar vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.
Investidores passaram a comprar dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil.
Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.
Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

https://g1.globo.com/economia

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