Coronavírus: Tesouro lança painel online para monitorar gastos e diz já ter desembolsado R$ 50 bi

Maior parte dos recursos foi para o auxílio emergencial e para financiamentos destinados ao pagamento de salários. Plataforma deve ser atualizada diariamente. O Tesouro Nacional lançou nesta semana, em sua página na internet, o painel de monitoramento dos gastos da União com combate ao novo coronavírus.
De acordo com o governo, a ferramenta permitirá o acompanhamento das despesas previstas nos programas anunciados para enfrentar a pandemia.
Até as 14h desta sexta-feira (17), os números mostram que foram gastos R$ 50,78 bilhões (22,3 %) dos R$ 226,79 bilhões de créditos extraordinários autorizados para combate à Covid-19.
Os maiores valores foram destinados ao pagamento do auxílio emergencial (R$ 27 bilhões) e à concessão de financiamentos para o pagamento de salários (R$ 17 bilhões).
“O painel, que visa ampliar a transparência sobre os gastos públicos autorizados para esse fim, será atualizado diariamente com informações sobre as despesas pagas até o dia anterior”, informou a instituição.
Será possível verificar, além do valor global dos gastos realizados, os desembolsos efetivados por meio de cada programa. Inicialmente estão disponíveis para consulta as previsões de gastos e despesas desses programas:
Auxílio emergencial a pessoas em situação de vulnerabilidade (MP 937/2020);
Auxílio emergencial aos Estados, municípios e DF (MP 939/202);
Benefício Emergencial de Manutenção de Emprego e de renda (MP 935/2020); e
Concessão de Financiamento para Pagamento da Folha Salarial (MP 943), além das despesas adicionais do Ministério da Saúde e dos demais ministérios.
De acordo com o Tesouro Nacional, o ritmo de pagamento de despesas dos programas para enfrentamento da pandemia respeita o processo orçamentário, “sendo natural a existência de um intervalo entre a autorização do gasto e o efetivo pagamento”.
“Destaca-se ainda que as políticas de combate à COVID-19 têm diferentes prazos de execução para as suas despesas específicas, que podem ir até enquanto perdurar o período da calamidade”, acrescentou a instituição.

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